Calos: causas e tratamentos

06/07/2018 | Da Redação
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Dermatologista responde aos principais mitos e verdades sobre o problema

Duros, arredondados e sensíveis ao toque, os calos tendem a se desenvolver mais no inverno. E o motivo é simples: ao contrário do verão, as pessoas tendem a usar sapatos mais fechados, como as botas, o que causa um atrito maior na pele e o desencadeamento de saliências ósseas na parte de cima dos dedos. E para esclarecer algumas dúvidas relacionadas ao desenvolvimento e tratamento dessas fissuras, Alice Jaruche, dermatologista do Hospital das Clínicas, de São Paulo (SP), responde os principais mitos e verdades. Confira abaixo!

  1. O que provoca os calos?

A formação dos calos é um mecanismo de defesa da pele ao entrar em atrito ou pressão. Nos pés, por exemplo, os calos podem ser formados por um excesso de peso, uso de sapatos inadequados, problemas ortopédicos (pés chatos, artrites e fraturas) ou vícios de postura e na forma de caminhar. Nas mãos, geralmente, esses calos se formam por atividades profissionais.

  1. Quais são os tipos de calos existentes?

Há dois tipos de calos: o duro ― que se caracteriza por uma lesão amarelada, elevada e rígida ― e o mole, que aparece especialmente entre o quarto e quinto dedo dos pés, com uma coloração branco-acinzentada e aspecto amassado, que apresenta calor e umidade. Muitas vezes, o calo mole é confundido com infecções fúngicas. “Normalmente orientamos o uso de sapatos adequados e encaminhamos o paciente ao ortopedista para avaliar a necessidade de correção cirúrgica de espículas ósseas, que podem ser a causa do problema”, afirma.

  1. Há casos em que se torna necessária a intervenção cirúrgica para a remoção dos calos?

Sim, quando há atrito continuo de espículas ósseas.

  1. Quais os tratamentos mais indicados?

As medidas mais importantes para o tratamento de calos após um diagnóstico correto é prevenir a causa irritativa ou mecânica, por meio do uso de calçados adequados, correções ortopédicas com emprego de anéis mecânicos ou almofadas e, até mesmo, a correção cirúrgica. Além disso, alguns produtos dermatológicos, indicados por especialistas, podem ser aplicados no local para reduzir a espessura da pele. “O que não deve ser feito é a manipulação caseira dos calos, com lixas e instrumentos cortantes, pois, além de não ser eficiente, também pode provocar ferimentos e infecções”, explica Alice.

  1. Quais as doenças que mais são confundidas com calos?

O calo duro é muito confundido com verruga plantar, o famoso olho de peixe, e o calo mole com infecção fúngica. O paciente deve procurar um dermatologista credenciado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia para ter o diagnóstico correto. Dessa forma, é possível ter uma análise dos aspectos clínicos e da rotina do paciente para encontrar o melhor tratamento.

  1. Quais os danos que os calos provocam?

Eles não são apenas um problema estético e podem provocar fissuras e infecções, além de dores.

  1. Quais as partes do corpo são afetadas pelos calos com frequência?

Pés e mãos, principalmente, por serem áreas de maior atrito.

  1. Qual a melhor forma de prevenir os calos?

O ideal é evitar o ganho de peso, vícios de postura ou pisada, uso de sapatos inadequados, além de tratar adequadamente doenças de base ― como a artrite reumatoide.