Entenda os sinais da depressão

08/08/2017 | atualizado em 09/08/2017 | Da Redação
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Essa doença silenciosa geralmente só é diagnosticada após tentativas de suicídio

mulher com depressão

Alguém que você conhece costuma dizer as seguintes frases com frequência: “Sou chata”, “Sou incompetente” ou “Serei infeliz até o fim da minha vida”? De acordo com Tatiane Paula Souza, psicóloga cadastrada na Doctoralia, de São Paulo (SP), esses são alertas para uma doença devastadora: a depressão.

Silencioso, o mal atinge 5,8% da população do Brasil. Por isso, vale a pena entender e diferenciar a depressão de outros males emocionais. Confira abaixo alguns esclarecimentos da especialista.

  1. O que diferencia a depressão de condições emocionais, como a tristeza?
    A depressão normalmente se caracteriza por um sentimento de tristeza persistente que se reflete em sintomas físicos, como alterações no sono, dificuldades na execução das tarefas cotidianas, falta de apetite ou compulsão alimentar, cansaço e falta de energia. Quando os sintomas se tornam crônicos, podem ocorrer também pensamentos suicidas e uso de substâncias psicoativas. Deprimidos também apresentam perda de interesse, atenção e concentração prejudicadas, autoestima reduzida e sentimento de culpa e inutilidade.
  1. Uma pessoa com depressão pode se tratar apenas com o uso de medicamentos? Há tratamentos alternativos eficazes? O diagnóstico correto da depressão deve ser realizado pelo médico psiquiatra que fará a prescrição do tratamento medicamentoso, ferramenta essencial para debelar os sintomas mais acentuados. Para tratar a doença é fundamental contar com um psicólogo especialista em saúde mental. As técnicas terapêuticas ajudam na modificação dos comportamentos prejudiciais permitindo que a pessoa consiga compreender o seu estado e, juntamente com seu psicólogo, busque estratégias de enfrentamento das situações de crise.
  1. Quais os fatores mais comuns que podem fazer a pessoa ter depressão? Existem alguns padrões que podem desencadear a acentuação dos sintomas e, consequentemente, a evolução da doença. Entre eles estão: as perdas (emprego, ente querido, status social), ambiente de trabalho hostil, bullying e estresse, além de traumas físicos ou psíquicos.
  1. Como a família e pessoas próximas podem ajudar alguém com depressão? A família deve buscar compreender a situação, conhecer a doença e não fazer julgamentos. É importante incentivar o parente deprimido a procurar ajuda médica, acompanhá-lo à consulta e colocar-se à disposição para colaborar com o tratamento prescrito. Potencialize ao máximo o afeto em torno da pessoa, evitando deixá-la sozinha e envolvendo outros membros da família. Se há evidências de pensamentos e comportamentos de suicídio, o indicado é informar imediatamente o médico psiquiatra responsável pelo paciente.
  1. Quais atitudes de pessoas próximas podem prejudicar a recuperação de uma pessoa com depressão? Depressão não é frescura. O fato da pessoa estar prostrada e sem energia não significa preguiça. A postura de julgamento e crítica constantes prejudica o entendimento dos sintomas e a busca por um tratamento efetivo pelo paciente. Infelizmente, é muito comum que a família só descubra que o parente deprimido estava precisando de ajuda quando acontecem tentativas de suicídios não concretas ou quando ocorre suicídio de fato. Ao suspeitar de qualquer padrão de comportamento que possa apresentar sinais de suicídio é preciso procurar imediatamente ajuda.