Entenda como a fantasia é benéfica para o desenvolvimento das crianças

21/10/2017 | atualizado em 23/10/2017 | Da Redação
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E saiba o que fazer se a realidade não surgir com o passar dos anos

criança lendo para ilustrar matéria sobre o papel da fantasia no desenvolvimento das crianças

A primeira infância (dos zero aos seis anos) é o momento em que os pequenos estão descobrindo o mundo e criando suas relações. Nessa fase, a criatividade e os personagens fantásticos tomam conta de boa parte do dia a dia das famílias, como a chapeuzinho vermelho, as princesas, os super-heróis, o lobo mau, monstros etc.

E essa fantasia é saudável para o desenvolvimento infantil, de acordo com Cristina Colasanto, professora de pedagogia da Anhanguera Santana, de São Paulo (SP). “A criança utiliza o jogo de faz de conta para expressar suas emoções, representar a sua realidade e vivenciar situações observadas pelas ações do adulto”, ressalta. Emilce Nalini, pedagoda e coordenadora da Clínica de Psicologia da Anhanguera Jundiaí (SP), complementa que a fantasia também auxilia no desenvolvimento neurológico e na transmissão de valores sociais, como bondade, igualdade, compartilhamento etc.

O adulto deve evitar o medo nas crianças como forma de controle de comportamento

Ela ressalta ainda, que os personagens maus, como bruxa, lobo mal, etc, são uma forma da criança aprender a diferenciar entre o que é bom e o que é ruim, sendo impróprio apenas quando a finalidade é amedrontar a criança. “O adulto deve evitar o medo nas crianças como forma de controle de comportamento: o limite deve ser feito com o estabelecimento de regras, normas e conversas com as crianças”, completa Emice.

Com o passar dos anos, a percepção de que a fantasia não é tão real como se imaginava ocorre de forma natural. Caso a descoberta não seja feita até a entrada da adolescência, a recomendação de Emilce é procurar a ajuda de um psicólogo. Quer uma boa dica de como lidar com essa transição? Incentive à leitura e conte histórias, dando ênfase na explicação da moral dos contos e nas diferenças entre a fantasia e a realidade, cada um respeitando os questionamentos de cada fase da criança.