Entenda a fertilização in vitro

14/11/2017 | Da Redação
Bem-estar Destaque
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Especialista explica o que é e como o procedimento funciona

mulher conversando com ginecologista sobre fertilização in vitro

Um em cada dez casais apresenta problemas de fertilidade no Brasil, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde. E esse número explica a grande procura pela fertilização in vitro, procedimento que contribui para a realização do sonho de engravidar e teve crescimento de 149,79% entre 2011 e 2016.

Mas apesar dos dados crescentes, algumas pessoas ainda possuem dúvidas sobre o procedimento. Para ajudar você a entender o método, Pense Leve traz abaixo esclarecimentos listados por José Geraldo Aguiar Faria Junior, médico ginecologista na Clínica Genics, de São Paulo (SP). Confira!

  1. O que é fertilização in vitro?A fertilização in vitro, também conhecida como “FIV”, é o tratamento de reprodução humana que consiste em realizar a fecundação dos óvulos com os espermatozoides no laboratório. Esse processo permite o acompanhamento do desenvolvimento dos embriões que serão transferidos para útero materno, aumentando as chances de sucesso da gravidez.
  2. Existe diferença entre inseminação artificial e fertilização in vitro?
    Sim, a inseminação artificial consiste no estímulo da ovulação e na transferência do sêmen tratado em laboratório para a cavidade uterina. Já na fertilização in vitro, é feita a manipulação dos óvulos e dos espermatozoides, a fim de formar os embriões em laboratório e introduzi-los na cavidade uterina.
  3. Quais exames são necessários antes do tratamento?
    Inicialmente, é necessário fazer os exames que diagnosticam a causa da infertilidade. Onde serão analisados os fatores hormonais, ovarianos, anatômicos e imunológicos. Para os homens, orientamos que seja feito primeiramente o espermograma, pois esse exame fornece informações iniciais sobre a infertilidade.
  4. Qual a idade máxima para a pessoa se submeter ao tratamento de fertilização?
    A partir dos 35 anos, a mulher começa a diminuir consideravelmente a sua produção de óvulos e a quantidade de produção embrionária. Não existe uma idade máxima, enquanto a mulher tiver ovulação ainda é possível se submeter ao tratamento, ou até mesmo optar pela ovodoação. Mas vale ressaltar que uma mulher de 40 anos precisa estar ciente que em seu caso as chances de sucesso diminuem.
  5. Quais são os riscos da gravidez via fertilização em vitro?
    Os riscos são decorrentes dos procedimentos cirúrgicos. Além disso, a mulher é medicada para que ocorra o aumento da produção dos folículos. Essa dosagem precisa ser moderada para que não comprometa o ovário e não ocorra à síndrome do hiperestímulo ovariano, que acontece quando os ovários têm uma reação exagerada aos medicamentos, podendo inchar muito rápido, aumentando várias vezes de tamanho e ocorrendo possivelmente o acúmulo de líquido no abdome.
  6. É possível escolher o sexo bebê?
    Por determinação do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho de Ética Médica não é permitido fazer sexagem. O que pode ser feito, em determinados casos, é a biopsia pré-implantacional para estudar a cadeia cromossômica dos embriões.
  7. A gravidez gemelar é uma escolha?
    Apesar de comum, a gravidez gemelar não é uma escolha. O índice de gravidez múltipla é maior do que a gravidez espontânea, uma vez que, para aumentar as chances de sucesso na fertilização in vitro, mais de um embrião é colocado no útero. Naturalmente, em alguns casos, ocorrem as gestações múltiplas. No entanto, seguindo a legislação devemos controlar e limitar o número de embriões inseridos.
  8. Quando devo recorrer à fertilização in vitro?
    A fertilização in vitro é indicada para diversos casos de infertilidade. A princípio, a indicação desse tratamento é dada após os exames de diagnósticos de infertilidade, que são determinantes para escolha do procedimento. Mulheres com endometriose e baixa reserva ovarina e homens com baixa contagem de espermatozoides são orientados a recorrer a esse procedimento.
  1. Quais são as etapas?
    Após a realização dos exames, é identificado se o procedimento é o caminho mais apropriado para dar início a estimulação ovariana, que consiste em estimular os ovários a produzir mais óvulos para, consequentemente, obter um maior número de embriões. Após essa fase, é feita a coleta dos óvulos e espermatozoides do casal e a seleção dos melhores, que serão fecundados em laboratório e depois implantados no útero. Finalizando com o exame de Beta HCG, que ocorre de sete a dez dias após a fecundação.
  2. Se o procedimento não der certo em quanto tempo posso tentar novamente?
    Uma vez que o casal possui outros embriões congelados, no próximo ciclo já é possível efetuar uma nova transferência. Mas se for necessário um novo estimulo, devemos aguardar o ovário voltar ao normal.