Psicóloga fala sobre papel da psicoterapia durante e após a gestação

27/11/2017 | atualizado em 29/11/2017 | Da Redação
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De acordo com a especialista, é importante conversar com o bebê ainda no útero

mulher grávida para ilustrar matéria do papel da psicóloga durante a gestação

A descoberta da gravidez pode proporcionar muita alegria ao casal, mas a gestação também costuma ser marcada por medos, inseguranças e incertezas. Isso acontece porque, durante o período, o inconsciente feminino sintoniza uma frequência mais intensa e, desta forma, é possível que traumas vividos na infância venham à tona.

“Sem que ninguém perceba, todas as pessoas guardam perturbações no inconsciente que foram vivenciados durante a gestação da própria mãe. Por conta das alterações hormonais, a mulher fica mais sensível e estes abalos chegam de uma forma mais radical e podem afetar diretamente o bebê.”, alerta Lizandra Arita, psicóloga de São Paulo (SP).

Quando ainda está no útero, o bebê não entende que tais sensações não lhe pertencem. Assim, passa a achar que os sintomas que a mãe transmite pertencem a ele também. “É importante que a mulher transmita ao seu filho a segurança de que as sensações negativas do dia a dia pertencem somente a ela. Conversar diariamente com o bebê explicando que ele não tem culpa nisso faz com que ele fique em paz dentro da barriga.”, explica.

Depois do nascimento

As sensações de cobrança e de culpa podem se acentuar e levar à depressão pós-parto, principalmente em mães de primeira viagem. “O principal conselho é deixar claro que ela está dando o melhor de si. Além disso, mesmo sendo difícil, o recomendável é que a mulher descanse bastante para que não desenvolva crises de ansiedade, o que pode afetar o bebê”, finaliza a especialista.