Psicoterapia é opção em casos de ciúme patológico

25/11/2017 | atualizado em 29/11/2017 | Da Redação
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É possível aprender emoções construtivas e manter o bem estar do relacionamento

ciúme

Você já sentiu ciúme? Para alguns, é uma forma de demonstrar interesse constante na pessoa com quem se relaciona, ou seja, é algo positivo e vem acompanhado de paixão, amor e outros sentimentos. Em contrapartida, ele também pode ser motivo de brigas e conflitos que acabam levando ao término do compromisso.

Carla Zeglio, especialista em terapia de casais do Instituto Paulista de Sexualidade (InPaSex), de São Paulo (SP), afirma que as emoções são ferramentas do nosso organismo para se mobilizar para ações que visam resolver problemas.

“No caso do ciúme, temos essas mobilizações frente a ameaças percebidas quanto ao relacionamento amoroso ou sexual. Diante da possibilidade de perda ou de diminuição da qualidade do relacionamento, o ciúme surge como uma possível forma de reação”, diz.

Já Oswaldo M. Rodrigues Jr., psicólogo do InPaSex, explica que essa reação emocional ocorre inclusive por algo inexistente, apenas presumido, e também de forma tão intensa que impede o bem estar da vida conjugal.

“Quando alguém sente ciúmes, poderá perceber que é um complexo de outras emoções que podem incluir dor, raiva, tristeza, inveja, medo, ansiedade, depressão, humilhação, ódio. Cada um de nós aprende uma composição diferente de emoções para prevenir a possível perda”, conta.

Quando o ciúme vira doença
Na tentativa de justificar o mal estar sentido, a pessoa começa a culpar seu par e formular “explicações” para o que sente. “Aqui temos o que tem sido chamado de ciúmes patológico. E esta será uma condição que, ao contrário de proteger, tende a destruir o outro, a relação e a si mesmo”, aponta Carla.

Isso pode afetar o casal até mesmo fisicamente, com brigas, além de ofensas verbais, destruição de objetos, vingança. “A pessoa ciumenta sofre muito mais do que o objeto do seu ciúme. E ela vê na vingança a alternativa para sair do sofrimento em que pensa viver, e não atinge o resultado esperado”, diz Oswaldo.

Mantenha o diálogo
Conversar frequentemente, de forma sincera, é essencial ao relacionamento. Contudo, muitos casais têm dificuldades para se abrir e acabam buscando ajuda de familiares e amigos. Neste momento, a psicoterapia é uma grande aliada para ajudar o casal a se expressar emocionalmente e mostrar o que sentem de forma construtiva.

“Assim, no lugar de um grupo de emoções negativas, cada um pode aprender a sentir emoções construtivas que mantêm o casal unido e com os objetivos de vida mantidos”, resume a especialista em terapia de casais.