Saiba como defender seu filho do bullying

20/06/2018 | Da Redação
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Especialista explica quais são os sinais que revelam o problema

criança triste por sofrer de bullying

Crianças e jovens que praticam bullying tentam se sentir mais poderosos e obter uma boa imagem de si mesmo, mas, na verdade, estão apenas encobrindo a própria insegurança e falta de controle emocional ou mesmo disciplina. Mas, não é só. Outros fatores também podem gerar o problema, como viver em um ambiente marcado pela punição física, pelo autoritarismo dos pais ou pelo uso familiar de comportamentos agressivos ou explosivos.

“Já as crianças que sofrem o bullying são aquelas com dificuldade de interação social, consideradas diferentes ou com baixa autoestima. Os motivos que levam à prática são aparência do corpo, aparência do rosto, desempenho acima da média, raça/cor, orientação sexual, religião ou região de origem”, exalta Valéria Ribeiro, coach familiar, de São Paulo (SP).

A especialista conta que crianças e adolescentes que sofrem bullying têm três vezes mais possibilidade de pensar em suicídio, além de sofrerem de distúrbios de saúde e emocionais na fase adulta, tais como: instabilidade nas relações sociais, ansiedade, propensão ao vício do álcool e drogas.

Alguns sinais podem ser essenciais para identificar que seu filho é uma vítima e está sofrendo com o bullying. São eles: isolamento, exclusão social, ataques de fúria e impulsividade, sentimento de incapacidade, agitação e agressividade atípica, medo ou pânico de ir para escola, diminuição nas notas escolares, choro aparentemente sem motivo, aparecimento de feridas pelo corpo que a criança diz que não sabe como surgiram, chegar com roupa rasgada ou suja em casa, sumiço de pertences e dores de cabeça e barriga várias vezes ao dia.

Crianças que sofrem bullying têm pelo menos três desses sinais, que servem de alerta para que os pais conversem sobre o assunto e informem imediatamente a escola e os professores. “O responsável deve orientar o filho a não reagir, não revidar, buscar evitar o perigo, levar na esportiva, desenvolver a autoconfiança – neste caso pode ser necessário um psicólogo para ajudar – e contar o que acontece para um adulto”, orienta Valéria.