Corra contra o câncer de mama

12/10/2017 | Da Redação
Fitness Destaque
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Saiba como a atividade física é aliada na prevenção e tratamento da doença

mulher praticando corrida, um dos exercícios que ajudam a prevenir o câncer de mama

Não tem como esquecer: o mês de outubro é marcado por campanhas, mobilizações, corridas e caminhadas que destacam a importância de lutar contra o câncer de mama. E não é a toa que os exercícios físicos são relacionados ao assunto, uma vez que o sedentarismo eleva as chances de desenvolvimento do problema.

De acordo com Emerson Neves dos Santos, oncologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, de São Paulo (SP), esse hábito também é capaz de evitar o reaparecimento da doença. Essa relação positiva está diretamente ligada à capacidade da atividade física diminuir um fator de risco e liberar boas substâncias no organismo. “O exercício diminui a chance de obesidade, que é um fator de risco, e libera substâncias anti-inflamatórias, que ajudam a inibir que a doença volte”, explica.

Estudo da revista científica JAMA, da Associação Médica Norte-Americana, com dados referentes a 12 outras pesquisas, as quais englobam 1,44 milhão de pessoas, indicou que quem mais se exercita, apresenta menor percentual de câncer, entre eles, o de mama. O especialista salienta que é indicada a prática durante e após o tratamento, porém, tudo depende do paciente.

Quem mais se exercita, apresenta menor percentual de câncer, entre eles, o de mama

Em casos do uso de quimioterapia e radioterapia, é comum que a pessoa esteja debilitada e não possa iniciar os exercícios. Já nos casos de hormonioterapia, terapia que evita o crescimento da célula cancerígena pelo estímulo dos hormônios, ajuda a evitar os efeitos colaterais.

Apesar de ser um período mais delicado, não há contraindicação em relação ao tipo de exercício escolhido. Segundo o médico, é preciso orientação de um profissional de educação física e acompanhamento periódico nas áreas cardiológicas, pulmonares e renais. A única limitação é para as mulheres que retiraram os linfonodos, gânglios responsáveis pela drenagem linfática do corpo.

“Há uma limitação para quem tira os linfonodos, que ficam embaixo do braço. Nestas mulheres, caso haja uma sobrecarga, ocorre o que chamamos de linfedema, que é o inchaço dessa área. Por isso, são indicados apenas exercícios mais leves”, sugere o oncologista.