Gestantes em forma!

14/11/2017 | Da Redação
Fitness Destaque
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Conheça os cuidados para praticar exercícios durante esse período

mulher grávida na academia para ilustrar matéria sobre prática esportiva para gestantes

A prática de 30 minutos de exercícios diários, de intensidade moderada, para gestantes, é recomendada, sem complicações clínicas ou obstétricas. Estas atividades, além de contribuírem para a ocorrência do parto normal, proporcionam também outras vantagens. “A mulher que ganha condicionamento físico reduz o risco de nascimento prematuro, o inchaço, o risco de desenvolvimento de diabetes gestacional e até mesmo diminui a intensidade da dor lombar, por conta do aumento de peso”, explica Fábio Cabar, ginecologista e obstetra da clínica Elo de Saúde, de São Paulo (SP).

Mas vale lembrar que a prática deve sempre ser acompanhar de um profissional especializado, pois a sobrecarga de peso pode lesionar algumas articulações e gerar disfunções no assoalho pélvico, uma vez que a gestante já possui uma pré-disposição para a perda de urina involuntária. “O exercício mal direcionado pode levar a gestante a desenvolver a incontinência urinária, pois o peso uterino aumenta bastante com o desenvolvimento do bebê, e a sobrecarga da atividade física dificulta o controle da musculatura dos esfíncteres”, explica a fisioterapeuta Thalita Freitas, especialista em Saúde da Mulher, na clínica Athali Fisioterapia Pélvica Funcional, de São Paulo (SP).

De acordo com os especialistas, os exercícios físicos intensos devem ser evitados durante toda a gestação, pois, nesse nível, há risco de aborto espontâneo, parto prematuro, crescimento fetal diminuído e maior chance de o recém-nascido ter baixo peso ao nascer. “Nas prescrições iniciais, os exercícios aeróbicos devem ser incluídos, no mínimo, três vezes na semana, com dias intercalados e sessões de 30 a 45 minutos. A intensidade empregada deve manter uma média estável da frequência cardíaca numa faixa que não exceda 130 a 150 batimentos por minuto”, orienta Fábio.

Atividades com pouco impacto são as mais aconselhadas. “Exercícios dentro da água, como natação e hidroginástica, e a própria fisioterapia pélvica funcional são atividades recomendadas por diminuírem o impacto sobre as articulações, e excelentes opções para o fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico”, finaliza Thalita.