Que tal trocar o elevador pela escada?

08/07/2018 | Da Redação
FitnessFitness Destaque
Facebook twitter E-mail Imprimir

Essa simples mudança pode ajudar a espantar o sedentarismo

Com certeza você já ouviu falar que pequenas mudanças na rotina contribuem para abandonar o sedentarismo. E entre a lista de hábitos que são capazes de mudar este cenário, está a troca do elevador pelas escadas.

Mas, como toda atividade física, esse exercício também precisa de alguns cuidados para não provocar lesões articulares e musculares, especialmente na hora de descer os degraus.

“Ao subir e descer escadas, podemos colocar até três vezes o peso corporal sobre os joelhos. Porém, não só os joelhos precisam estar estáveis e fortes, mas o quadril e os glúteos também, principalmente ao descer escadas, já que esse movimento sobrecarrega as articulações e a musculatura”, afirma Emerson Lessa, fisioterapeuta e coordenador do Centro de Reabilitação do Hospital 9 de Julho, de São Paulo (SP).

De acordo com o especialista, o ideal é aliar o fortalecimento muscular ativo e funcional (musculação e exercícios funcionais) para tonificar essas partes do corpo. Veja três atividades aliadas nessa missão!

  1. Fortalecimento e alongamento dos músculos, como abdome, glúteos, quadríceps, isquiostibiais e panturrilhas;
  1. Treino de estabilização (quadril, joelhos, tornozelos e pés). Esses exercícios promovem o fortalecimento da musculatura que faz o movimento. São as atividades de equilíbrio estático, dinâmico, treino pliométrico (ex: saltos, mudanças de direção etc), envolvendo articulações e músculos diferentes, ou seja, exercícios globais;
  1. Manter uma rotina de exercícios semanais. “É possível perder peso com atividades simples, como subir escadas, mas não se pode trocar a redução na balança por lesões. Até porque a recuperação pode ser lenta, já que a região é uma das mais demandadas para a movimentação do corpo”, alerta Lessa, ao lembrar que algumas das lesões mais comuns são as fraturas por estresse, distensão muscular (rompimento das fibras), inflamação dos tendões e síndrome patelofemoral ou condromalácia da patela, que é o atrito entre o fêmur e a patela (rótula) gerando alterações na cartilagem.