Tai Chi Chuan é oferece benefícios aos pacientes com Alzheimer

06/08/2017 | atualizado em 09/08/2017 | Da Redação
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Saiba como a prática de exercícios estimulam o cérebro

mulher idosa praticando tai chi chuan

As atividades que melhoram a independência e o raciocínio são mais do que indicadas para pacientes que sofrem com Alzheimer. E a terapia ocupacional, os movimentos de fisioterapia e os exercícios físicos são hábitos que devem ser praticados diariamente.

“As atividades devem ser adaptadas às condições de cada praticante, principalmente para quem sofre com o Mal de Alzheimer, pelo comprometimento neurológico com repercussões em graus variados sobre outras funções,” explica Tomaz Brito, médico especialista em medicina do esporte do Hospital Adventista Silvestre, do Rio de janeiro (RJ).

De acordo com o especialista, antes de qualquer paciente iniciar uma atividade física é imprescindível passar por uma avaliação clínica especializada em funções neurológica, cardiovascular, pulmonar e osteoarticular. Assim, é possível identificar quais são as atividades mais adequadas para as condições físicas do paciente.

Para Lino Py, professor do Espaço Stella Torreão, do Rio de Janeiro (RJ), o Tai Chi Chuan é uma das atividades que oferece traz benefícios para o corpo e para a mente, estimulando a atividade cerebral. Os exercícios realizados trabalham todas as partes do corpo. A repetição dos movimentos traz benefícios para a memória dos alunos.

O Tai Chi melhora o sistema cardiorrespiratório, minimiza o estresse e contribui para a melhora do equilíbrio

“Por meio dos exercícios você cria a capacidade de agir e observar ao mesmo tempo. O Tai Chi melhora o sistema cardiorrespiratório, minimiza o estresse e contribui para a melhora do equilíbrio. Além disso, ativa a respiração mais profunda e também beneficia os pulmões. Definitivamente, os pacientes apresentam melhoras significativas a partir da prática do Tai Chi”, afirma.

Outra forma de estimular o cérebro é investir em desafios que ative novas conexões sinápticas e potencialize as habilidades do órgão. Entre alguns exemplos bem simples estão: escovar os dentes com a mão não dominante, tomar banho no escuro, usar o mouse do computador na mão inversa, comer de olhos fechados, trocar o relógio de pulso, fazer um trajeto diferente para o trabalho e contar os degraus de uma escada. Esses hábitos ajudam a tirá-lo da zona de conforto.