Quatro mitos sobre a soja

19/05/2017 | atualizado em 22/05/2017 | Da Redação
NutriçãoNutrição Destaque
Facebook twitter E-mail Imprimir

Esclareça as algumas dúvidas sobre o alimento

mitos sobre a soja

A soja é famosa por atenuar os efeitos da menopausa, proteger a saúde dos ossos, reduzir o colesterol, prevenir o câncer de mama, melhorar o trânsito intestinal, proteger o pulmão, entre outros benefícios. No entanto, existem muitas dúvidas que cercam o alimento. Confira abaixo alguns deles esclarecidos por Isabel Andrade, nutricionista da Venutri, de São Paulo (SP), e acabe de vez com os mitos sobre a soja.

A soja fornece proteína completa | Mito. Como todas as leguminosas, a soja precisa ser combinada com cereais para fornecer todos os aminoácidos essenciais, aqueles que o corpo não produz. Além disso, durante o processamento industrial, como acontece com a proteína vegetal texturizada (PVT ou carne de soja), os aminoácidos são eliminados e os antinutrientes da soja mantidos.

Alimentos fermentados de soja pode fornecer a vitamina B12 | Mito. Nenhum alimento de origem vegetal, fermentado ou não, contém a vitamina B12. Esta vitamina deve ser suplementada, principalmente pelos veganos, pois entre as suas funções está fazer a manutenção do sistema nervoso e formar novos glóbulos vermelhos no sangue.

A fórmula nutricional para bebês feita de soja é saudável | Mito. A sociedade Brasileira de Pediatria não recomenda produtos  à base de soja para crianças menores de dois anos porque, antes dessa idade, o extrato de soja pode causar alergia e deficiência nutricional no bebê. A alimentação no primeiro semestre de vida do bebê deve ser única e exclusivamente o leite materno.

Soja é boa para tiroide | Mito. Consumida de forma exacerbada, soja e seus subprodutos podem ter impacto negativo no funcionamento de tiroide. Alimentos à base de soja floculados (como tofu) ou fermentados (como o missô, shoyo e tempeh) são mais interessantes, pois possuem menor teor de fatores  antinutricionais. No caso dos fermentados, eles também têm menor potencial alergênico.