Erros que resultam na obesidade infantil

12/03/2018 | Da Redação
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O consumo de hambúrgueres, refrigerantes e guloseimas ajudam a gerar o problema

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 600 milhões de pessoas, ou 13% da população adulta do mundo, são obesas. O problema é que os adultos não são responsáveis apenas pelas próprias escolhas alimentares, mas, também, pela refeições das crianças. Segundo Alice Amaral, médica especialista em nutrologia e medicina do exercício e esporte, de São Paulo (SP), os dados são alarmantes e chamam atenção.

Isso porque seis em cada dez crianças brasileiras com menos de dois anos já tiveram uma experiência alimentar inadequada, comendo biscoitos, bolachas ou bolos, e 32% já beberam refrigerante ou suco industrializado, alimentos que só deveriam ser consumidos após essa idade, e sob orientação médica.

“Um dos principais fatores que agravam a situação vem de uma equivocada iniciativa dos próprios pais, que na busca de suprirem a distância dos filhos durante a jornada de trabalho, encontram em fast food, junk food, salgadinhos, refrigerantes, bolachas recheadas ou guloseimas, uma forma de preencher o vazio afetivo”, afirma.

Para a especialista, ao invés de oferecer às crianças esses tipos de alimentos, o ideal é dar opções saudáveis, como frutas, sucos naturais preparados na hora e bolachas de arroz. “É possível ter sabor e saúde, basta querer”, destaca. Além disso, o bom exemplo dos pais é fundamental para que seus filhos aprendam e repitam os gestos, principalmente, porque o tipo de alimento que é inserido até os dois anos vai determinar como as crianças vão se alimentar quando crescidas.

“A obesidade é uma doença crônica e os cuidados devem se estender por toda a vida. Crianças obesas possuem maior propensão a desenvolver o problema na fase adulta. Mas, independentemente do peso corporal, uma alimentação saudável e nutricionalmente equilibrada deve se aderida, a partir do nascimento e por toda a vida. Contradizendo o que nossos avós diziam, uma criança gordinha não é uma criança saudável”, ressalta Alice.