Fatores que envolvem a sensação de fome contínua

08/03/2018 | Da Redação
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Especialista traz oito possíveis causas relacionadas a esse problema

O dia pode estar quente ou frio e você pode estar triste ou animada, de dieta ou não, mas a fome parece nunca ir embora. Pior: o sonho de vestir o jeans dois números menores parece ficar cada dia mais distante. No entanto, essa fome descontrolada não é uma simples obra do acaso e, de acordo com Viviane Christina de Oliveira, endocrinologista e metabologista da Endoquali, de São Paulo (SP), existem oito fatores que podem estar ligados a essa sensação. Veja abaixo cada um deles:

Desidratação

A desidratação leve é muitas vezes interpretada como a sensação de fome, quando na verdade o seu corpo só precisa de líquidos. A confusão acontece no hipotálamo, a parte do cérebro que regula tanto o apetite quanto a sede. Não deixe de hidratar o seu corpo!

Sono

Estudos mostram que uma noite mal dormida pode levar ao aumento dos níveis de grelina (um hormônio que estimula o apetite), bem como a diminuição dos níveis de leptina (um hormônio que provoca sensação de saciedade). Resultado: você fica mais propensa a ter fadiga e alterações do humor e apetite. Ao colocar o sono em dia, você pode melhorar o nível de energia, colocar os hormônios nos trilhos e controlar a fome.

Carboidratos simples

Encontrados em doces e alimentos de farinha branca, como bolos, bolachas e biscoitos, os carboidratos simples aumentam seus níveis de açúcar no sangue muito rapidamente. Porém, em seguida, esses níveis diminuem porque o pâncreas aumenta a produção de insulina (hormônio que mantém os níveis de glicose normais). Essa queda de açúcar no sangue provoca fome intensa por mais carboidratos, e o ciclo continua. Prefira os carboidratos complexos com mais fibras e que resultam em uma menor quantidade de secreção de insulina e maior saciedade.

Estresse

Quando há o aumento de tensão, ocorre maior produção de hormônios do estresse: adrenalina e cortisol. Além da redução dos níveis de serotonina do cérebro. Essas alterações de hormônios fazem com que o corpo precise de mais energia, o que aumenta a fome, principalmente, de carboidratos. O ideal é investir em atividades para relaxamento e que tragam prazer.

Mais proteínas

A proteína traz saciedade, além de ser um macronutriente essencial para a construção e reparação do corpo. Por isso, a ingestão diária é sempre recomendada, embora varie de acordo com o estado físico e grau de atividade de cada pessoa. Para indivíduos sedentários, a recomendação é de cerca 0,8 g de proteínas por kg de peso. O ideal é consultar uma nutricionista.

Gorduras do bem

As gorduras insaturadas também estão ligadas à saciedade. Adicione azeites, abacate, nozes e sementes no cardápio. Além de afastar a fome por mais tempo, elas garantem também mais saúde para a memória, o cérebro e o coração. A recomendação é de que se consuma de 20% a 35% de suas calorias totais diárias em gorduras.

Não pule refeições

Quando você pula uma refeição, há o aumento da produção do hormônio grelina, que regula a fome, causando aquela sensação de estômago vazio e muita fome.

Pressa

Um estudo publicado em 2013, no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, mostrou que comer a um ritmo moderado solicita a liberação de hormônios que indicam para o seu cérebro que você está saciada. Ou seja, o cérebro mantém o apetite por um determinado tempo e se você come rápido demais, provavelmente comerá uma quantidade maior do que se comer devagar.