Substitua corretamente os itens que provocam alergia alimentar

09/10/2017 | atualizado em 11/10/2017 | Da Redação
NutriçãoNutrição Destaque
Facebook twitter E-mail Imprimir

Saiba repor os nutrientes dos itens que devem ser excluídos do cardápio

prato vazio para ilustrar matéria sobre substituição de alimentos que causam alergia alimentar

Descobrir e suspender o consumo dos alimentos que causam alergia alimentar é um dos principais tratamentos para o problema. Entretanto, os nutrientes desses itens devem ser supridos, seja por meio da alimentação ou suplementação.

“Qualquer restrição alimentar pode causar prejuízos nutricionais, sociais e psicológicos se não for bem conduzida. As restrições devem se ater apenas aos alimentos orientados pelo médico. Não há justificativa em se retirar outros alimentos como forma de prevenção”, alerta Renata Cocco, coordenadora do Departamento Científico de Alergia Alimentar da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), de São Paulo (SP).

Por isso, o primeiro cuidado é conhecer o hábito alimentar do paciente. “Desta forma possibilitamos substituições compatíveis com sua cultura e sua condição financeira. Depois disso, é importante elaborar um plano alimentar que atenda às necessidades nutricionais do paciente, excluindo os alérgenos, substituindo-os por outros nutricionalmente adequados e fazendo suplementações, quando necessárias”, observa Jackeline Motta Franco, membro do Departamento Científico de Alergia Alimentar da ASBAI, de São Paulo (SP).

Seguem abaixo algumas substituições seguras que não colocam a saúde em risco, listadas pelas especialistas.

Ovo | Linhaça é um bom substituto para o preparo de bolos e outras receitas.

Trigo | Farinha de arroz e fécula de batata são boas opções para excluir o trigo da alimentação.

Leite | A depender do tipo de alergia, os substitutos vão desde fórmulas hidrolisadas (extensamente ou de aminoácidos), fórmulas de soja ou bebidas à base de soja. “Leites vegetais (arroz, quinoa, amêndoas etc.) são opções muito pobres do ponto de vista nutricional e não devem ser utilizadas como substitutos únicos do leite de vaca, especialmente em crianças menores de quatro anos. Leites de outros mamíferos – cabra, búfala, ovelha – não devem ser utilizados por apresentarem grande semelhança com as proteínas do leite de vaca”, alerta Renata.