Suplementos auxiliam na prevenção de câncer

25/11/2017 | atualizado em 29/11/2017 | Da Redação
NutriçãoNutrição Destaque
Facebook twitter E-mail Imprimir

Saiba quais são as vantagens de manter os níveis adequados dos nutrientes e evitar a doença

suplementos

O consumo de alimentos ricos em vitaminas, minerais e outros nutrientes é essencial para prevenir e combater doenças, além de manter o organismo em perfeito funcionamento. Contudo, algumas substâncias não são adquiridas tão facilmente por meio de uma dieta balanceada, o que requer a manutenção da saúde por meio de suplementos.

“Pessoas com baixo índice da vitamina D tem 17% de chances a mais de incidência de câncer no pulmão em comparação com pessoas com nível normal da vitamina.  Já a redução da incidência de câncer de mama em pessoas do mesmo grupo pode chegar a 77%”, afirma Renato Lobo, nutrólogo, de São Paulo (SP).

Os níveis do nutriente mencionado pelo especialista, por exemplo, são elevados também a partir da exposição ao sol, o que é recomendado realizar pelo menos três vezes por semana, durante 30 minutos.

Outra suplementação importante para prevenção do câncer de mama, pulmão e cólon é o de selênio, que é encontrado em alimentos como castanhas, nozes, linhaça. “[a substância] tem um efeito direto no combate ao tumor e ainda ajuda a reverter a resistência ao tratamento do câncer, que é muito comum. Há muitos pacientes que precisam trocar de tratamento pela resistência das células cancerígenas. O selênio é bom justamente para reverter essa resistência e também reduz efeitos do tratamento, como diarreia e a dificuldade para deglutir.”, explica o especialista.

Já a vitamina C, em índices normais, reduz a mortalidade em 44% em decorrência do câncer de mama, enquanto o índice de recorrência desse tipo de câncer reduz em 38%. E há ainda uma quarta substância: o Diindolilmetano (DIM), complexo encontrado em vegetais como brócolis, couve, repolho, couve-flor e wasabi, muito comum na culinária japonesa, que possui efeito anti-inflamatório e de autodestruição de algumas células cancerígenas.

“Muitos médicos pedem a suplementação, pois para atingir os níveis adequados do complexo seria necessário consumir pelo menos meio quilo de vegetais crus, o que é praticamente infactível”, ressalta Lobo.

Novos estudos
Pesquisadores da Universidade de Adelaide, na Austrália, analisaram diversos estudos já publicados envolvendo metformina e descobriram que pacientes diabéticos que faziam uso da medicação apresentaram 6% a menos de chance de desenvolver câncer, quando comparados àqueles que não apresentavam diabetes.

Além disso, os que usavam o remédio apresentaram uma mortalidade 28% menor da que foi apresentada pelos pacientes com diabetes, mas que usavam outros tipos de medicação. Um dos mecanismos propostos é o efeito anti-inflamatório da droga, o estímulo à resposta imunológica e a redução da entrada de glicose nas células cancerígenas, o que tira sua fonte de energia e contribui para a morte delas.