Artrite e artrose: conheça as diferenças

15/07/2017 | atualizado em 17/07/2017 | Da Redação
SaúdeSaúde Destaque
Facebook twitter E-mail Imprimir

As duas doenças reumáticas têm sintomas e tratamentos diferentes

mulher com artrite

Não é incomum encontrar pessoas que confundem artrite e artrose. Ambas são doenças reumáticas, mas que possuem diferentes sintomas e tratamentos. De acordo com Elisa Terezinha Hacbarth Freire, reumatologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, de São Paulo (SP), o termo artrite significa inflamação na articulação.

Ou seja, a artrite é uma articulação aumentada de tamanho, dolorida e, às vezes, com calor e vermelhidão local que causa dificuldade na realização de movimentos cotidianos. “Ocorre em vários tipos de doenças reumáticas, sendo a artrite reumatoide a mais conhecida”, completa.

Já a artrose é uma condição com pouco ou nenhum sintoma específico, que evolui lenta e progressivamente, geralmente em pessoas acima dos 50 anos. O problema normalmente se apresenta como deformações progressivas, pela alteração da cartilagem, como nódulos nos dedos de mãos e formação de osteófitos (os famosos ‘bicos de papagaio’), em especial na coluna vertebral. “A ocorrência de dor nesses pacientes é variável, e as alterações radiológicas podem ser apenas um ‘achado’ – ou seja, descobri-las ao fazer um raio X por outro motivo qualquer”, diferencia.

Um ponto comum no tratamento de doenças remáticas é a utilização de anti-inflamatórios como medicação de primeira linha

Elisa afirma que o tratamento de uma doença reumática varia conforme a sua classificação. No entanto, um ponto comum é a utilização de anti-inflamatórios como medicação de primeira linha, que podem ser basicamente de dois tipos: os denominados não hormonais e hormonais.

O primeiro engloba os diclofenacos, oxicans (peroxicam, tenoxicam, etc), ninemisulide, cetoprofeno, ibuprofeno, entre outros – que, basicamente, inibem a produção de prostaglandina, um mediador da resposta inflamatória. Já os hormonais são o grupo dos corticosteroides (mais potentes em uso).

“Não existe uma forma útil para se prevenir muitas das doenças reumáticas, porque existe para algumas um padrão genético herdado, que favorece o desenvolvimento da doença. Por isso, a informação da população e o diagnóstico precoce são os dois aspectos cruciais para uma boa evolução de cada caso”, salienta.

A definição diagnóstica precoce, a introdução de tratamento específico e o acompanhamento por uma equipe bem formada, podem modificar, em muitos casos, a história da doença e do paciente.