Autismo: conheça as causas e tratamento

09/05/2017 | atualizado em 10/05/2017 | Da Redação
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Sem cura, o transtorno sempre deve ser acompanhado por especialistas

menino com autismo

Você sabia que existe um caso de Transtorno do Espectro Autista (TEA) a cada 110 pessoas? Apesar de ser conhecido há bastante tempo, o transtorno ainda é um mistério para a medicina. De acordo com Rafael Guerra, neuropediatra do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, de São Paulo (SP), não há exames para o diagnóstico.

“A identificação é clínica, feita a partir de uma entrevista com os pais, observação da criança e análise criteriosa de um conjunto de sintomas”, afirma. Nessa avaliação é fundamental levar em consideração o transtorno da linguagem verbal (dificuldade na fala) e não verbal (dificuldade de se relacionar), interesses restritos por objetos e temas, apego a rotinas, manias e movimentos repetitivos.

“Apesar de termos alguns sintomas como base, não podemos generalizar. Cada paciente com TEA é único. Não existe padrão de características, evolução e comportamento”, diz Guerra. Segundo ele, doenças neurológicas e metabólicas devem sempre ser investigadas, pois alguns quadros de autismo podem ter outras doenças como causa.

Doenças neurológicas e metabólicas devem sempre ser investigadas, pois alguns quadros de autismo podem ter outras doenças como causa

“Esclerose tuberosa, por exemplo, doença genética rara que pode originar tumorações no cérebro e outros órgãos, também pode causar quadro de autismo”, reforça. O médico destaca que não há reversão para o transtorno. Uma vez diagnosticado é importante o acompanhamento constante, para o controle da doença e do desenvolvimento do paciente.

Também não há medicamentos específicos, más há remédios para amenizar os sintomas e tratamentos que tornam o paciente mais independente. Fonoterapia, psicoterapia e terapia ocupacional são alguns dos tratamentos essenciais para ajudar na evolução do paciente, controle da ansiedade, raiva e socialização.

Rafael Guerra frisa ainda que o TEA é um transtorno do desenvolvimento e que por isso, algumas vezes seu diagnóstico pode demorar a ser concluído. “Há casos em que a criança ainda é muito pequena e é preciso esperar para confirmar o diagnóstico”, explica.