Candidíase, tricomoníase e vaginose: você sabe como se prevenir?

10/01/2018 | atualizado em 11/01/2018 | Da Redação
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Ginecologista dá sugestões para enfrentar problemas ginecológicos no verão

mulher na praia para ilustrar matéria sobre Candidíase, tricomoníase e vaginose. problemas comuns no verão

Nos meses mais quentes, alguns episódios desagradáveis costumam aparecer e prejudicar a saúde feminina. “Ficar com o biquíni molhado ou até mesmo usar roupas sintéticas podem fazer com que os corrimentos se tornem mais recorrentes nessa época do ano”, alerta o ginecologista Domingos Mantelli.

Para o médico, é fundamental manter uma higienização adequada e evitar a umidade prolongada na região da vagina. “É recomendável trocar os biquínis úmidos por secos, apostar em roupas mais leves e ventiladas como saias e vestidos e, principalmente, buscar orientação médica sempre que notar algo errado”, adverte.

Dentre as doenças ginecológicas que surgem mais no verão, o médico destaca a candidíase, a tricomoníase e a vaginose. Entenda cada uma:

Candidíase | “É causada por um fungo chamado cândida, que pode ser transmitido durante o ato sexual, embora não seja considerada uma doença sexualmente transmissível”, explica Mantelli. A doença causa coceira e dores para urinar e no ato sexual, além de corrimento branco com odor cítrico. O problema tem cura, e o tratamento deve ser feito com medicação antifúngica via oral e creme vaginal, por uma semana”, ressalta.

Tricomoníase | É causada pelo parasita Trichomonas vaginalis, e a transmissão é por via sexual. O mal causa inflamação na vagina acompanhada de corrimento amarelo-esverdeado com odor desagradável. A doença causa dores ao urinar e durante o ato sexual. Se não for tratada, pode predispor a mulher à infertilidade e ao câncer do colo do útero. O tratamento é feito com medicamento via oral.

Vaginose bacteriana | Causada principalmente pela bactéria Gardnerella vaginalis, seu principal sinal é um corrimento amarelo ou branco-acinzentado, com odor forte, que piora durante as relações sexuais e na menstruação. Também pode provocar ardor e um pouco de coceira. O tratamento é realizado com medicamento via oral e creme vaginal.

Infecção urinária | A infecção urinária pode ocorrer em qualquer parte do sistema urinário, como rins, bexiga, uretra e ureteres. Esse tipo de infecção é comum em mulheres devido ao tamanho da uretra feminina. Os principais sintomas são: ardência ao urinar, excesso de vontade de urinar e urina escura e com forte odor, além de dores pélvica e retal. Em casos mais graves, há sangramento na urina.

Para evitar problemas, o ginecologista sugere algumas dicas simples que podem minimizar os riscos de desenvolver tais doenças:

  • Evite calças apertadas. Prefira utilizar vestidos e saias.
  • Dê preferência às calcinhas de algodão.
  • Apare os pelos pubianos, para facilitar a higienização.
  • Faça uma higiene íntima depois de ter relação sexual, de urinar e de evacuar.
  • Troque o absorvente com frequência durante a menstruação.
  • Utilize sabonete neutro ou íntimo.
  • Não use sabonete comum na higiene íntima e, após a lavagem externa, utilize toalha higiênica. O uso regular e descuidado do papel higiênico pode causar irritação local.
  • Lave as roupas íntimas com água e sabão e seque-as ao sol. Não seque peças íntimas em ambientes fechados e úmidos como banheiros.
  • Não compartilhe sabonetes, peças íntimas e toalhas.