Carga de trabalho pode ser estopim para doenças cardiovasculares

09/06/2017 | atualizado em 12/06/2017 | Da Redação
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Atividades profissionais e domésticas das mulheres são maiores que a dos homens

doenças cardiovasculares

As cardiopatias são responsáveis por 30% das causas de morte das mulheres brasileiras, em especial as que estão acima dos 40 anos, o maior índice na América Latina, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Diego Felipe Gaia, cirurgião cardiovascular e coordenador do Serviço de Cardiologia do Hospital Santa Catarina, de São Paulo (SP), afirma que além de fatores macro – como tabagismo, obesidade e sedentarismo – as mudanças culturais e do estilo de vida das pessoas nas últimas décadas podem ser consideradas os principais motivos para o aumento da hipertensão e das doenças cardiovasculares.

Uma dessas mudanças é a diferença de carga de trabalho com atividades profissionais e domésticas entre homens e mulheres. De acordo com recente pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2005, as mulheres trabalhavam 6,9 horas a mais que os homens por semana.

O tratamento da hipertensão começa com modificações alimentares, atividade física e perda de peso

Já em 2015, quando se baseia o estudo, a diferença aumentou para 7,5 horas. Somadas as atividades, a jornada dos homens diminuiu de 48,4 horas para 46,1 horas por semana, enquanto a das mulheres foi de 55,3 horas para 53,6 horas.

“No caso das mulheres, em especial, se somarmos isso a uma alimentação inadequada e a falta de uma atividade física regular, as chances de ter problemas como a hipertensão são ainda maiores”, assegura Gaia.

De acordo com o especialista, o tratamento da hipertensão começa com modificações alimentares, atividade física e perda de peso. Nem sempre os indivíduos necessitam de medicamentos. Modificar os hábitos de vida é fundamental.