Já ouviu falar de caseo amigdaliano?

20/10/2017 | atualizado em 23/10/2017 | Da Redação
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Saiba o que é e como se prevenir e tratar o problema

mulher com mão na garganta para ilustrar matéria sobre caseo amigdaliano

Garganta arranhando ou raspando, sensação de corpo estranho na região, mal hálito e sensação de engolir, tossir ou expelir pedrinhas que se desprendem da garganta: esses são os sintomas que sinalizam o caseo amigdaliano – acúmulo de material calcificado e depósito de resíduos da boca, fragmentos e pequenas partículas de vírus, bactérias ou fungos e demais agentes infecciosos, proteínas salivares e restos alimentares nas cavidades internas das amígdalas. O problema também pode gerar febre, amigdalite, saburra lingual, boca seca, dor ao se alimentar, faringite, periodontite (inflamação dos tecidos que envolvem os dentes), abcesso amigdaliano (formação de pus que por trás da amígdala), rinite e sinusite.

“Às vezes é um quadro clínico transitório que vem, persiste alguns dias e cede espontaneamente. A formação de caseo, muitas vezes, pode decorrer da mudança do pH da boca. O pH ideal e equilibrado da gira em torno de 7, pH neutro. Toda vez que houver uma redução nesse pH, ou seja, acidez na boca, aumenta-se a chance de formação de caseo”, explica Jeanne Oiticica, médica otorrinolaringologista e chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, de São Paulo (SP).

Beber bastante líquido ao longo do dia é essencial para a prevenção do problema

Para prevenir o problema, a especialista indica beber bastante líquido ao longo do dia – ato que favorece a produção de saliva fluida e contribui para a limpeza das criptas amigdalianas –, evitar alimentos que deixam a saliva grossa e espessa (como bebidas lácteas, chocolate, café e álcool), comer uma maçã por dia – já que a fruta tem poder adstringente, desengordurante e ajuda na limpeza dos resíduos da boca – e gargarejos diários com ½ copo de água morna e uma pitada de bicarbonato duas vezes ao dia para equilibrar o pH da boca.

Mas se o problema for diagnosticado, a especialista indica analisar o que o desencadeou. Quando a complicação está relacionada à alimentação, esta deve ser corrigida. Nos casos de doenças associadas, essas devem ser adequadamente tratadas com antibióticos, anti-inflamatórios, procedimentos cirúrgicos e ou odontológicos, dentre outros. “No caso de boca seca, a chamada xerostomia, deve-se investigar e corrigir, aumentando a ingestão de água e líquidos e até mesmo com o uso de salivas artificiais. Quando o problema for decorrente do uso de determinado medicamento, deve-se considerar a possibilidade de trocar ou suspender”, recomenda a especialista.