Cigarro: um inimigo do coração

11/10/2017 | atualizado em 23/10/2017 | Da Redação
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Conheça os malefícios que o vício pode causar ao órgão

maço de cigarro

As primeiras doenças relacionadas ao tabagismo que nos vem à nossa mente são: problemas pulmonares e cânceres. Entretanto, o vício pode causar outros estragos. Para sermos mais exatos, pode aumentar o risco de surgimento de 50 doenças diferentes, além de elevar a pressão arterial e a frequência cardíaca em até 30%. E quando o assunto é complicações cardiovasculares, a angina e o infarto, são as mais comuns.

O cigarro é um dos maiores agressores do endotélio (parede de células que recobre os vasos sanguíneos). Essa ação interfere com a produção de uma substância protetora conhecida como óxido nítrico, e faz com que as artérias fiquem mais vulneráveis ao acúmulo de gordura. Há também uma interferência no mecanismo de contração e relaxamento, o que resulta numa maior dificuldade para o sangue circular.

A nicotina – substância encontrada no produto – é exercida pelos sistemas simpáticos e parassimpáticos e, quando a adrenalina é liberada, influencia na redução de consumo de oxigênio, e faz com que o corpo passe a absorver mais colesterol. “A fumaça do cigarro contrai os vasos capilares dos pés e das pernas e, um único cigarro, já é suficiente para contrair todos os vasos sanguíneos do corpo. A cada tragada, ocorre um endurecimento das artérias do fumante, fazendo com que o coração trabalhe mais intensamente”, esclarece Abrão Cury, cardiologista e clínico geral do Hospital do Coração (HCor), de São Paulo (SP).

Qualquer tipo de tabaco pode estimular a produção de novas placas nas artérias e piorar a aterosclerose

Qualquer tipo de tabaco pode estimular a produção de novas placas nas artérias e piorar a aterosclerose (acúmulo de gordura nas paredes das artérias). “Os homens fumantes têm três vezes mais chances de ter um infarto, se comparado aos homens não fumantes. Nas mulheres, esse risco é ainda maior. E não só os fumantes que têm mais chances de sofrer um infarto. O fumante passivo tem aproximadamente 30% a mais de risco do que uma pessoa que não se expõe a fumaça do cigarro”, alerta.

De acordo com o especialista, a única forma de reduzir as chances de ter um infarto é parar de fumar. “É importante lembrar que optar por cigarros com baixo teor de alcatrão e nicotina não significa diminuição do risco de infarto. Para facilitar o processo de parar de fumar, há opções de medicamentos no mercado, além de adesivos de nicotina e outros métodos. Mas acima de tudo, o bom resultado vai depender da determinação e força de vontade do fumante”, aconselha o cardiologista.