Conheça a fibrose cística

18/10/2017 | atualizado em 23/10/2017 | Da Redação
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Especialista explica como diagnosticar o problema

criança no médico para ilustrar matéria sobre fibrose cística

A fibrose cística é uma doença hereditária, que afeta especialmente os pulmões e o pâncreas, levando a disfunção respiratória e à má nutrição. Antigamente, crianças afetadas pela enfermidade cística mal chegavam à idade de completar a escola primária. Entretanto, atualmente, o diagnóstico precoce e o tratamento correto aumentaram a expectativa e a qualidade de vida de crianças e adultos acometidos pela doença.

De acordo com Diego Henrique Ramos, pneumologista do Hospital e Maternidade São Luiz, de São Caetano (SP), a fibrose cística apresenta uma série de sintomas, como falta de ar, tosse crônica e múltiplos episódios de sinusite ou pneumonia. Seu diagnóstico pode ser feito de duas maneiras e, se seguido do tratamento correto, o paciente pode ter qualidade de vida e bem-estar, mesmo convivendo com uma doença sem cura.

O diagnóstico pode ser realizado por meio do teste do pezinho e o teste do suor

Para diagnosticar, basta realizar dois testes: o do pezinho – feito em recém-nascidos, com o objetivo de detectar precocemente doenças infecciosas, metabólicas e genéticas, entre elas a fibrose cística – e o do suor, que é indolor e mede a concentração de sal e cloro no suor do indivíduo, podendo ser realizado em recém-nascidos a partir de 48 horas de vida.

Caso a doença seja confirmada, os pacientes devem seguir uma rotina regular de tratamento para permanecer saudável e manter uma boa função pulmonar. Diego explica que o tratamento é individualizado e leva em conta a idade e o grau de evolução da doença de cada paciente.

“Nos pequenos, o foco é a manutenção da nutrição para ganho de peso e crescimento adequados, prevenção e tratamento de infecções nos sistemas respiratório e digestivo e estimulação por meio de atividades físicas”, explica. O tratamento atual é feito principalmente com antibióticos direcionados a doenças pulmonares e pancreáticas e a uma alimentação que corrija os problemas com nutrientes que possam vir a surgir.