Ambiente de trabalho pode causar problemas de saúde

10/07/2018 | Da Redação
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Poeira e mofo estão entre os vilões

Dores de cabeça e de garganta, irritação dos olhos, tonturas, náuseas e fadiga, são alguns dos sintomas da Síndrome do Edifício Doente (SED) que, segundo Clovis Cechinel, médico do setor de Medicina do Trabalho do Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica, de São Paulo (SP), é comumente confundida com outras enfermidades, como alergias, gripes e resfriados. “Ela afeta diretamente a qualidade de vida dos funcionários e a sua produtividade por fatores ligados ao ambiente”, explica.

De acordo com o especialista, a síndrome não está relacionada apenas à qualidade do ar interior, mas também à poeira, ao mofo e outras substâncias tóxicas, que podem ser divididas basicamente em quatro fontes principais: biológica (bactérias, fungos e vírus); química (monóxido de carbono, combustão de gás de cozinha e cigarros); formaldeído (preservação de tecidos e mobiliários); e partículas respiráveis (microfibra de amianto, lã de vidro, fibras naturais e poeira e pólen).

“Além destas quatro principais, existem também as estruturais, provenientes de ruídos, renovação do ar e umidade e iluminação. É importante lembrar que a SED não provoca doenças, mas colabora para agravar males em pessoas pré-dispostas ou provocar estados passageiros, que afetam a qualidade de vida e ocasionam o afastamento do ambiente”, revela Cechinel. Confira lista de agentes causadores da Síndrome do Edifício Doente e como eles atuam.

Poeira e mofo: carpetes, cortinas e, até mesmo, arquivos mal conservados podem soltar microfibras e acumular todo tipo de poeira, fungos e ácaros. O ideal é evitar ou higienizá-los constantemente.

Substâncias tóxicas: produtos químicos sintéticos à base de formaldeído (presente em móveis modernos confeccionados com madeira aglomerada ou em colas sintéticas para fixar carpetes), são substâncias que tendem a evaporar lentamente no ambiente, podendo ser muito prejudiciais à saúde. É preciso ter cuidado também com produtos usuais de limpeza ― mesmo aqueles com cheiro bom ―, pois estes podem liberar vapores nocivos ou irritantes que permanecem no ar por longo tempo após seu uso.

Ar-condicionado: filtros de ar-condicionado que não são higienizados periodicamente podem intensificar doenças respiratórias, como bronquite, asma e rinite, pois quando está com temperatura inadequada de operação, umidade abaixo ou acima do recomendável e com níveis elevados de materiais particulados, há o surgimento de bactérias, fungos e protozoários.