Coxartrose: saiba como prevenir o problema

12/08/2017 | atualizado em 14/08/2017 | Da Redação
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Lesão é frequente entre os idosos com mais de 50 anos

raio-x do quadril que apresenta o diagnóstico de coxartrose

Já ouviu falar de coxartrose? O quadro provoca dores no quadril e nas coxas, que irradiam para o joelho e são perceptíveis ao caminhar e realizar ações cotidianas, como dirigir, amarrar o tênis e cortas as unhas do pé. O problema é causado por uma degeneração da articulação entre o fêmur e o quadril, que é bastante comum e atinge pessoas a partir dos 20 anos de idade, sendo mais frequente a partir da quinta década de vida.

“Geralmente, não é possível identificar a causa da artrose de quadril, mas alguns fatores podem estar intimamente associados à sua ocorrência, como as atividades repetitivas de impacto nas articulações, a grande mobilidade do quadril, o excesso de peso corporal, atividade física intensa, hereditariedade ou as sequelas de fraturas intra-articulares”, explica Helder Montenegro, fisioterapeuta e diretor do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral, de Fortaleza (CE).

A perda de peso é essencial para evitar o problema, já que cada quilo extra equivale a uma carga adicional às articulações de seis quilos. Outra dica é realizar regularmente atividades físicas de impacto reduzido como caminhar, correr ou nada. “Manter uma vida saudável, com alimentação adequada e longe do sedentarismo, minimiza os riscos de desenvolvimento da doença de forma precoce”, afirma o especialista.

O tratamento da coxartrose normalmente é feito com fisioterapia, que tem como objetivo aliviar os sintomas da dor e fortalecer os músculos que atravessam as articulações comprometidas, uma vez que isso evita a progressão do problema.

“As sessões de fisioterapia devem ser feitas logo na descoberta da doença, agindo na diminuição da dor, no aumento da flexibilidade, na melhora dos movimentos e na preservação da degeneração da cartilagem. Junto à fisioterapia, alguns pacientes podem fazer o uso de medicamentos como analgésicos ou anti-inflamatórios, dependendo o estágio do problema. Cirurgias são indicadas como a última alternativa para tratar a doença”, ressalta Montenegro.