Entenda as diferentes cefaleias

14/07/2017 | atualizado em 17/07/2017 | Da Redação
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Especialista cita as diferentes características existentes

mulher com cefaleias

Estima-se que 50% da população geral apresente cefaleias durante um determinado ano e mais de 90% refere história de cefaleia durante a vida, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“São números alarmantes. Geralmente a cefaleia se torna crônica, ou seja, se inicia com dores menos frequentes, consideradas ‘normais’, e com o aumento das crises e o uso excessivo de analgésicos se transforma em uma cefaleia quase diária”, afirma João Roberto Sala Domingues, neurologista especializado em dor de cabeça pela International Headache Society, do Instituto de Neurologia do Hospital Santa Paula, de São Paulo (SP).

De acordo com o especialista, a cefaleia pode ser dividida em cefaleia primária, cefaleia secundária e um terceiro grupo que engloba as neuropatias cranianas dolorosas, outras dores faciais e outras cefaleias. Conheça abaixo um pouco mais sobre cada tipo.

Cefaleia primária | É quando a própria dor de cabeça é a doença a ser tratada e não há nenhum problema estrutural, como tumores, anomalias ósseas ou anatômicas provocando a dor de cabeça. Exemplos deste caso são a cefaleia tensional e a enxaqueca. É a mais comum e pode evoluir com a piora da frequência e intensidade das crises, transformando-se em cefaleia crônica diária. A enxaqueca é um subtipo de cefaleia crônica diária. Ela pode ser tratada e controlada, mas não tem cura, ao contrário de outros tipos de cefaleia.

Cefaleia secundária | É quando há uma causa a ser descoberta e tratada especificamente. Neste caso, a dor está relacionada a outras causas, como sinusite, tumores, aneurismas, meningite, etc. Quando a dor de cabeça pode ser sintoma de algo mais grave, esses sinais de alerta recebem o nome de red flags. Os mais comuns são início súbito da dor, forte intensidade, uma dor progressiva ou que não melhora, alteração no padrão da dor, dor associada à febre e rigidez da nuca ou fraqueza de alguma parte, dor após traumatismo craniano ou após esforço físico e início da dor após os 50 anos. Na presença de qualquer um destes sintomas é importante procurar um médico.

Neuropatias cranianas dolorosas, outras dores faciais e outras cefaleias | Neste grupo, a mais comum é a nevralgia do trigêmeo, uma dor aguda ou semelhante a um choque elétrico em partes do rosto, mas outros nervos cranianos também podem ser acometidos.