Entenda a doença pulmonar obstrutiva crônica

19/04/2017 | Da Redação
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Sintomas parecem comuns, mas devem ser investigados

pulmão para representar doença pulmonar obstrutiva crônica

Menor incidência de chuva, queda da temperatura e ar seco: essas são as condições típicas do outono capazes de interferir na saúde respiratória de muitos brasileiros. A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), popularmente conhecida como enfisema pulmonar, acomete cerca de sete milhões de pessoas no País, segundo dados da Associação Brasileira de Portadores de DPOC, e seus sintomas podem ser exacerbados nessa época do ano.

“A DPOC ocorre devido à perda progressiva e irreversível da função pulmonar, causando extrema incapacidade, com consequente perda da produtividade e piora da qualidade de vida do paciente. Ela é provocada por inalação crônica de determinadas substâncias. No Brasil, a principal causa é o tabagismo. Nos meses de outono e inverno, registramos 20% mais internações de portadores da doença”, explica Fernando Sogayar, pneumologista e gerente médico do Hospital e Maternidade Metropolitano, de São Paulo (SP).

O crescimento se dá por conta da maior frequência de infecções respiratórias, principalmente virais, que, associadas ao quadro crônico, favorecem a chamada exacerbação da doença – fase em que os sintomas são sentidos de forma muito mais aguda e que, em casos extremos, podem levar à morte. Os sintomas iniciais são tosse com expectoração clara pela manhã e falta de ar ao realizar esforços.

“Como a progressão desses sinais é lenta, muitos pacientes acham que a tosse é normal para todos os fumantes e que a falta de ar é devido à idade, ao excesso de peso ou à falta de atividade física”, esclarece o médico. Por isso, ao menor sinal, o ideal é procurar um especialista para iniciar o tratamento, que se baseia na retirada da substância causadora (por exemplo, o cigarro), no uso de medicamentos específicos, na prevenção de infecções respiratórias com vacinações e, em alguns casos, na administração de oxigênio. Outra medida eficaz para diminuir os sintomas é a reabilitação pulmonar, que consiste em exercícios específicos, realizados em clínicas especializadas.