Entenda o infarto

17/10/2017 | atualizado em 23/10/2017 | Da Redação
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Saiba como evitar o problema

mulher com dor no peito, para ilustrar matéria sobre infarto

O ataque cardíaco, uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo, acontece quando o fluxo de sangue que flui normalmente nas artérias coronárias, que irrigam o músculo cardíaco, é obstruído. Caso este fluxo não seja restaurado rapidamente, o segmento não irrigado começa a morrer e, assim, ocorre o infarto agudo do miocárdio, podendo levar o paciente à morte ou mesmo deixar sequelas no coração, comprometendo a qualidade de vida.

Vale lembrar, que fatores de risco como idade e genética não são modificáveis. Por isso, Everton Cardoso Dombeck, cardiologista do Hospital Cardiológico Costantini, de Curitiba (PR), destaca a importância de um atendimento imediato. “É muito importante fazer o diagnóstico de um evento cardíaco o mais rápido possível. O paciente com quadro clínico sugestivo de infarto agudo do miocárdio deve ser encaminhado para um centro cardiológico especializado mais próximo, com estrutura adequada para o pronto restabelecimento do fluxo coronariano obstruído”, explica.

O cardiologista destaca ainda que a angioplastia é o padrão no tratamento. “Uma vez desobstruída a artéria culpada pelo IAM, é possível ‘salvar’ a maior quantidade de células miocárdicas isquêmicas que sofreriam necrose (morte celular) irreversível. Com isso, é possível reduzir as sequelas, que podem ser: morte do paciente, instalação de insuficiência cardíaca e terreno propício ao desenvolvimento de arritmias cardíacas, problemas que podem comprometer a qualidade de vida do paciente acometido”, esclarece.

Fique atento | Os principais sintomas do ataque cardíaco se caracterizam por desconforto ou dor torácica mal localizada, podendo ser repentino e constante no meio do peito. Existe a possibilidade de irradiar para várias partes do tórax, costas, pescoço, mandíbula e braços, principalmente a parte interna do esquerdo. Além disso, pode ocasionar a falta de ar, associada à palidez, sudorese e outras formas dor epigástrica.

Mais qualidade de vida | Após a recuperação, a pessoa deve mudar alguns hábitos: ter uma alimentação saudável e balanceada – com mais frutas e verduras –, ficar atento aos níveis de colesterol, se é fumante deve parar de fumar e praticar exercícios físicos após liberação médica.