Saiba identificar Fibrose Pulmonar Idiopática

18/09/2017 | atualizado em 21/09/2017 | Da Redação
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Doença rara tem seus sintomas negligenciados pela terceira idade

médica mostrando raio-x de um pulmão para um casal de idos para ilustrar matéria sobre Fibrose Pulmonar Idiopática

Muitos sintomas são negligenciados na terceira idade, porém, ao notar falta de ar, tosse crônica, cansaço constante e dificuldade para realizar atividades cotidianas, vale a pena ficar atento. Esses sintomas são sinais de problemas respiratórios graves, como Fibrose Pulmonar Idiopática, ou FPI.

Por ser uma doença progressiva, ou seja, que age gradativamente, os pacientes com FPI se beneficiam muito do diagnóstico precoce. Trata-se de uma doença sem cura cujos sintomas são muito parecidos com os de outras doenças pulmonares, ou até mesmo com condições cardiovasculares, o que torna seu diagnóstico complexo.

Cerca de 50% dos pacientes com FPI são diagnosticados erroneamente e o tempo médio para o diagnóstico é de um a dois anos após o início dos sintomas. “Muitas vezes, os pacientes são tratados inadequadamente e demoram anos até serem diagnosticados com Fibrose Pulmonar Idiopática e receberem o tratamento adequado. É importante que o diagnóstico da doença ocorra o quanto antes, pois com acompanhamento médico e tratamento adequado, é possível diminuir a progressão da doença e auxiliar o paciente a continuar realizando suas atividades rotineiras normalmente”, explica Adalberto Rubin, pneumologista da Santa Casa, de Porto Alegre (RS).

Tabagismo, exposição ambiental a diversos poluentes, refluxo gastroesofágico e infecção viral crônica são alguns dos fatores de risco da doença

A FPI é uma doença de causa desconhecida, mas existem fatores de risco como o tabagismo, a exposição ambiental a diversos poluentes, refluxo gastroesofágico, infecção viral crônica e fatores genéticos que contribuem para o seu desenvolvimento. A doença provoca o endurecimento dos pulmões, que vão gradativamente cicatrizando e perdendo sua capacidade de expansão e contração, o que prejudica a capacidade respiratória do paciente.

“Embora não tenha cura, estão disponíveis no Brasil desde 2016 tratamentos antifibróticos capazes de reduzir o número de crises e exacerbações. O medicamento pioneiro no País foi o nintedanibe, droga que desacelera a velocidade de progressão da doença em 50% e aumenta significativamente a sobrevida do paciente em tratamento, que é de apenas dois a três anos quando não é feito o tratamento”, ressalta Rubin.