Menstruação irregular pode interferir na fertilidade

11/07/2018 | Da Redação
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Entenda a relação do problema e hábitos que ajudam a regular o ciclo

Você nunca lembra as datas das últimas menstruações? Não faz ideia se seu ciclo está regular? Pior: faz o controle e percebeu que suas regras estão fora do padrão? Fique alerta, pois isso pode ser um sinal para possíveis problemas de fertilidade no futuro.

“Desde a primeira menstruação, a mulher deve criar o hábito de registrar a data que tem início as suas menstruações e quantos dias duram. Assim, é possível verificar se os seus ciclos mantêm sempre um mesmo intervalo sendo, então, considerado regular. Caso o intervalo dos ciclos tenha variado muito, pode ser sinal de comprometimento da ovulação”, explica Renato de Oliveira, ginecologista e especialista em Reprodução Humana da Criogênesis, de São Paulo (SP).

E o que você precisa saber é que 28 dias é a média de tempo que dura um ciclo menstrual. Algumas variações, no entanto, podem ocorrer, sendo que são considerados normais ciclos com intervalos entre 21 a 35 dias, contando do primeiro dia de um ciclo ao primeiro dia do outro.

Caso se perceba anormalidades, o ideal é procurar um especialista para realização de exames a fim de detectar as causas do problema, que podem ser síndrome dos ovários policísticos, doenças na glândula tireoide, miomas, obesidade, emagrecimento exagerado, dentre outros. De acordo com o especialista, também é importante observar o fluxo de sangue durante a menstruação, já que os muitos intensos podem causar anemia.

“Ficar atenta ao número de trocas de absorvente durante o dia pode nos dar uma ideia do volume do fluxo. O mais comum é trocar a cada período de quatro a seis horas, sem vazamentos, e usar cerca de seis protetores por dia. Se a mulher perceber que usa muito mais do que isso [absorventes “cheios”] e que não se passam nem duas horas para que precise trocá-lo, pode ser considerado um fluxo aumentado”.

Ainda é importante lembrar que alguns hábitos podem auxiliar na regulação do ciclo, “como manter uma alimentação saudável, praticar atividades físicas moderadamente, não usar medicações sem orientação médica, como por exemplo, pílulas do dia seguinte, e visitar um ginecologista regularmente”, orienta.