Mulheres são as mais atingidas pelos nódulos na tireoide

12/05/2018 | Da Redação
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Esse quadro pode desencadear câncer na região

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), os nódulos ocasionados na tireoide atingem cerca de 60% da população em algum momento da vida. Mas, em quase todos os casos, esses gânglios são considerados benignos, ou seja, não oferecem riscos à saúde. Apesar de muito comuns, é preciso ter atenção, pois o câncer de tireoide está entre as dez mais neoplasias (processo patológico que resulta no aparecimento de tumores) malignas mais frequentes em mulheres no Brasil. Isso se deve ao fato de muitas não possuírem o hábito de fazer visitas rotineiras ao médico e, quanto maior a idade, mais frequentes as complicações.

“A identificação do câncer de tireoide tem progredido, em parte, devido ao aumento diagnóstico. Hoje em dia, fazemos mais exames, cada vez mais precisos, e detectamos nódulos menores. Mas é preciso saber o que fazer com eles, já que apenas uma minoria precisa de cirurgia”, afirma Antonio Berteli, cirurgião de cabeça e pescoço do Hospital Samaritano, de São Paulo (SP).

Apesar de precisar de supervisão, o nódulo da tireoide não é uma doença que requer operação em todos os casos ou necessariamente ligada ao aparecimento do câncer. “O câncer pode se manifestar, inicialmente, como um nódulo, mas nem todo nódulo é um câncer”, explica.

Esse problema muitas vezes se torna difícil de ser diagnosticado, porque é assintomático, ou seja, não acarreta dores, desconfortos, mudanças físicas aparentes ou qualquer tipo de sintoma. Em casos mais simples (quando os nódulos possuem cerca de três centímetros), a melhor forma de avaliar a glândula em relação à presença de nódulos, é a ultrassonografia.

Em casos mais graves, é preciso fazer um exame de punção aspirativa por agulha fina (PAAF), procedimento que consiste na aplicação de uma agulha na tireoide, e que pode diferenciar um gânglio benigno de um maligno, por meio da análise de células extraídas. Para esse método, é fundamental a análise de alguns critérios, como fatores de risco presentes no histórico familiar do paciente e características clínicas da percepção tátil. O tumor maligno mais comum da tireoide é o carcinoma papilífero que, quando diagnosticado previamente, tem grande chance de cura.