Novas diretrizes da pressão arterial elevam o número de pessoas com hipertensão

08/02/2018 | Da Redação
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Cirurgião explica o que essa mudança representa

A Associação Americana do Coração, nos Estados Unidos, redefiniu, em novembro de 2017, as diretrizes usadas para a medição da pressão arterial. Quem tinha pressão máxima entre 130 e 139, e mínima entre 80 e 89, não era considerado hipertenso, mas sim pré-hipertenso. Agora, esses números baixaram para 120 a 129 e a partir de 80, respectivamente. Portanto, agora são consideradas hipertensas as pessoas que têm pressão acima de 130 por 80.

Com essa nova regra, 46% da população americana passa a ser considerada hipertensa, contra os 32% de antes. A condição, vale citar, é a segunda principal causa da doença cardíaca e de acidente vascular cerebral (AVC).

Segundo Marcelo Sobral, cirurgião cardíaco de São Paulo (SP), esse novo diagnóstico nem sempre significa que o paciente precisa tomar medicação. “Trata-se de uma forma de controle para que a pessoa tome medidas para regularizar a pressão arterial, principalmente mudando os hábitos de vida. Se o indivíduo chegar a 130 por 80, por exemplo, ela dobra o risco de complicações cardiovasculares em comparação com aqueles que têm um nível normal”, explica.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Hipertensão, até outubro de 2017, 17 milhões de brasileiros já sofriam com o problema. Por isso, vale ressaltar que a redefinição das diretrizes ainda não deve causar impactos no Brasil, mas serve de alerta.

“A hipertensão é uma das principais causas de morte no país. São cerca de 300 mil óbitos por ano. Portanto, as diretrizes podem incentivar o combate e o tratamento”, finaliza o cirurgião.