Estudo aponta relação entre pré-eclâmpsia e problemas oculares

10/06/2017 | atualizado em 12/06/2017 | Da Redação
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Doença é responsável por gerar doença retiniana materna décadas após a gravidez

mulher no oftalmologista para ilustrar a relação entre pré-eclâmpsia e problema oculares

Problemas oculares podem ser consequência de pré-eclâmpsia na gravidez – problema caracterizado por pressão arterial elevada e danos potenciais de órgãos – de acordo com estudo.

Pesquisadores canadenses acompanharam mais de um milhão de mulheres que tiveram bebês, em Quebec, entre 1989 e 2013, das quais 64.350 receberam um diagnóstico de pré-eclâmpsia. Em seguida, eles continuaram o acompanhamento dessas pacientes ao longo dos anos.

“Após ajuste por idade, situação socioeconômica, diabetes, hipertensão, obesidade e outros fatores que podem afetar a visão, eles descobriram que, em comparação com mulheres que não tiveram pré-eclâmpsia durante a gravidez, as que tiveram têm 1,6 vezes o risco de descolamento de retina e quase o dobro do risco de outras doenças da retina”, afirma o Virgílio Centurion, oftalmologista e diretor do Instituto de Moléstias Oculares (IMO), de São Paulo (SP).

As mulheres que tiveram pré-eclâmpsia devem adotar estilos de vida saudáveis para ajudar a reduzir o risco de doença crônica, incluindo o de doença ocular

De acordo com o especialista, o aumento do risco começou logo após o parto e cresceu de forma constante ao longo de 15 anos de acompanhamento do estudo. Mulheres com pré-eclâmpsia, no início da gravidez, apresentavam maior risco do que aquelas cuja doença começou mais tarde.

“A pré-eclampsia é um bom indicador de doença crônica mais tarde na vida. As mulheres que tiveram o problema devem adotar estilos de vida saudáveis para ajudar a reduzir o risco de doença crônica, incluindo o risco de doença ocular”, explica Meibal Junqueira, oftalmologista que também integra o corpo clínico do IMO.