Previna a bronquiolite nas crianças

14/06/2017 | atualizado em 19/06/2017 | Da Redação
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Especialista esclarece dúvidas sobre a doença

criança com bronquiolite

A bronquiolite é uma das doenças que mais eleva o número de internações nesta época do ano em hospitais infantis. De acordo com Rafaella Calmon, pediatra do Saúde4Kids, de São Paulo (SP), os casos já se anteciparam em 2017 e aumentaram consideravelmente.

A doença é causada por uma infecção do trato respiratório ocasionada por vírus, principalmente o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), mas sabe-se hoje que mais de dez tipos de vírus podem causar esse quadro. A maioria das crianças é infectada no primeiro ano de vida e todas as crianças serão expostas a estes vírus até o segundo ano de idade. Podendo recorrer durante toda a vida, mas causando sintomas respiratórios mais intensos na primeira exposição.

Pacientes com maior risco de desenvolver quadros mais graves são: prematuros, portadores de cardiopatia congênita, crianças com doença pulmonar crônica e imunossuprimidos

“Pacientes com maior risco de desenvolver quadros mais graves são: prematuros, portadores de cardiopatia congênita, crianças com doença pulmonar crônica, imunossuprimidos, ou seja, com baixa imunidade como transplantados e em tratamento de câncer, assim como aquelas portadoras de doenças neurológicas. Além de bebês abaixo de três meses de idade, mesmo saudáveis”, ressalta a pediatra.

Pense Leve separou abaixo algumas questões sobre o assunto, respondidas pela especialista. Esclareça suas dúvidas e previna seus filhos.

Como identificar a bronquiolite?
Os quadros costumam iniciar como um resfriado comum: coriza, obstrução nasal, seguido de tosse que pode ser seca ou produtiva (tosse “cheia”). Algumas vezes acompanhado de rouquidão leve, falta de apetite, febre, vômitos e diarreia, dependendo do agente causador.

Quanto tempo dura?
Costuma durar de cinco a 15 dias de quadro com intensidade variável, sendo que a maioria das crianças não necessita de internação, apesar de ser a causa de uma demanda intensa nos prontos-socorros e clínicas pediátricas.

Quando é preciso atenção extra?
O quadro costuma piorar entre o terceiro e quinto dia de evolução, tosse mais intensa e até crises de tosse e cansaço. É preciso ficar atento quando é possível notar: cansaço muito intenso com respiração rápida, barriguinha “afundando” durante a respiração, sinal de moleza mesmo sem febre, palidez e rouxidão na boca, face ou pés e mãos.

Como tratar?
O tratamento da bronquiolite deve ser orientado pelo pediatra ou médico da família que atende a criança. Lavagem nasal com soro fisiológico e hidratação com grande oferta de líquidos sempre ajudam e são indicados desde os primeiros sintomas. Tudo com prescrição médica.

É possível prevenir?
Sim. Evite lugares cheios e fechados nos períodos de maior incidência. Não deixe pessoas resfriadas ou doentes visitarem o seu bebê, principalmente recém-nascido. Se alguém em casa estiver resfriado, intensificar a lavagem das mãos e estimular o uso de álcool gel. Para as mães que amamentam, caso tenham este quadro, as orientações são as mesmas.