Previna-se contra o diabetes gestacional

07/01/2018 | Da Redação
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Dieta pobre em açúcar deve ser seguida mesmo antes de engravidar

mulher gravida para ilustrar matéria sobre diabetes gestacional.

Por mais que a mulher sonhe com uma gestação totalmente saudável, intercorrências como o diabetes gestacional podem acontecer. O problema nada mais é do que uma alteração hormonal que causa a intolerância a carboidratos.

Segundo Amália Lucy Querino, endocrinologista do Rio de Janeiro (RJ), o diabetes gestacional nem sempre pode ser prevenido, porque parte do problema está relacionada às alterações hormonais típicas da mulher grávida, que são causadas pela necessidade de a placenta garantir alimento ao feto.

A disglicemia é a alteração metabólica mais comum na gravidez, sendo o diabetes gestacional a forma mais prevalente, definido como uma alteração da glicemia de qualquer grau, detectada pela primeira vez nos exames do pré-natal.

A ocorrência da doença tem aumentado nas últimas décadas, devido a dois importantes fatores de risco: a prevalência do sobrepeso na população e o fato de as mulheres estarem adiando a hora de engravidar, esperando muitas vezes a estabilidade profissional.

Também pode acontecer de a mulher já ser diabética antes da gravidez. Nesse caso, há um risco maior de malformações, pois o açúcar alto interfere na fertilização e na implantação do embrião, o que aumenta o risco de aborto precoce, defeitos congênitos graves e retardo no crescimento fetal, sobretudo nos casos tratados de maneira inadequada.

Não é incomum a mulher só descobrir que é diabética nos exames do pré-natal. Por isso, o ideal é uma gestação programada e, na presença de fatores de risco (obesidade, idade superior a 35 anos e histórico familiar), aconselha-se o rastreio de diabetes.

Tanto o diabetes prévio quanto o diabetes que aparece na gravidez aumentam o risco de parto prematuro e ganho de peso exagerado do bebê, além de complicações neonatais, como hipoglicemia e icterícia. Três em cada 10 gestantes continuam diabéticas após o parto.

“A prevenção continua sendo o melhor remédio. Caso não haja contraindicação obstétrica, não deixe de fazer atividade física e mantenha uma alimentação equilibrada, evitando grande quantidade de carboidratos e bebidas açucaradas”, alerta a endocrinologista.