Entenda três diferentes procedimentos de histerectomia

18/04/2017 | atualizado em 20/04/2017 | Da Redação
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Especialista explica como é realizada cada cirurgia

médica e paciente conversando sobre histerectomia

Muitas doenças afetam o útero – órgão fundamental para a reprodução feminina. E dependendo da gravidade, a única solução é a histerectomia, ou seja, a retirada do órgão (que pode ou não incluir a remoção das trompas e ovários). Ainda um assunto que desperta certo desespero entre as mulheres, o procedimento é utilizado tanto para tratar miomatose, hemorragias, prolapso uterino e endometriose como também pode ser uma medida preventiva para amenizar os avanços de um câncer no colo do útero. De acordo com Élvio Floresti Junior, ginecologista, obstetra e especialista neste tipo de procedimento, de São Paulo (SP), existem três tipos de cirurgias de histerectomia possíveis de serem realizadas. Conheça quais são elas abaixo!

Histerectomia abdominal | Considerada a mais tradicional, pode ser feita com o mesmo tipo de corte utilizado na cesárea ou com uma incisão longitudinal, para úteros mais volumosos. Este procedimento, apesar de mais utilizado, é mais doloroso, causa mais desconforto e exige mais tempo e cuidados na recuperação da paciente.

Histerectomia por videolaparoscopia | Neste caso é necessário o uso de anestesia geral. São feitas pequenas incisões no abdômen da mulher para a passagem de algumas pinças longas que serão utilizadas durante a cirurgia para soltar o útero e o médico consegue acompanhar, por meio do vídeo, todo o movimento necessário. Após a liberação do útero a paciente é colocada em posição ginecológica para que o órgão seja retirado pela vagina. É obrigatório anestesia geral e o colo uterino é normalmente deixado, pois há uma dificuldade técnica para sua remoção por videolaparoscopia.

Histerectomia vaginal sem prolapso uterino | Menos invasiva, este método é utilizado para todos os casos de mulheres, mesmo as que nunca tiveram filhos. O tamanho do útero também não é mais problema, pois mesmo úteros volumosos, de até um quilo, são passíveis de serem retirados por via vaginal. Sem cicatrizes, com menos desconforto e com recuperação mais rápida.