Quatro dicas para aproveitar o fim do verão

16/03/2017 | Da Redação
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Saiba como ficar longe de otite e incômodos na garganta e no nariz

Vai aproveitas os últimos dias de calor intenso do verão no litoral ou em parques aquáticos? Apesar de serem raras as ocorrências, o excesso de água e de umidade pode contribuir para o surgimento de infecções nos ouvidos, como otite – causada pela remoção do cerume, que é a proteção do canal auditivo, e o contato com a água contaminada do mar ou piscina. Além disso, contribui para incômodos na garganta e no nariz. Veja abaixo algumas dicas de Jeanne Oiticica, médica otorrinolaringologista e especialista em otoneurologia, de São Paulo (SP), para garantir uma diversão saudável.

  1. Ao nadar, quais os principais cuidados para evitar a otite?

É recomendado usar um líquido secante no ouvido. No Brasil esses produtos não são encontrados com facilidade, por isso, é preciso que o médico otorrinolaringologista faça a prescrição de fórmula secante na apresentação de gotas para pingar nos ouvidos. O uso de tampão também é importante para evitar a otite. O ideal é que o tampão de ouvido seja confeccionado sob medida.

  1. Por que, em alguns casos, o sorvete e as bebidas geladas prejudicam a garganta?

Em alguns casos, sorvetes e bebidas geladas causam vasoconstricção – contração dos vasos sanguíneos – na mucosa da garganta. Isto reduz a circulação local de sangue e a produção de secreções da garganta, por exemplo, de saliva, que é rica em anticorpos. Portanto, se a imunidade já está comprometida ou se a pessoa possui algum tipo de predisposição individual a ter infecções recorrentes de garganta, alimentos e bebidas gelados facilitam as chances de infecções.

  1. O ar condicionado pode ser prejudicial à garganta?

Sim. O principal efeito do ar condicionado é promover o ressecamento do ar e, consequentemente, da mucosa da garganta. Isto reduz a produção local de secreções, ricas em anticorpos, o que torna a mucosa da garganta susceptível e predisposta ao ataque de micro-organismos.

  1. O cloro da piscina pode ser prejudicial às vias respiratórias?

Sim, o cloro é um irritante da mucosa das vias respiratórias, capaz de sensibilizar o aparecimento de crises de rinite, bronquite e asma em pessoas suscetíveis e predispostas. O uso regular de piscinas tratadas com cloro e o contato prolongado aumentam em até três vezes as chances de crises respiratórias.