Reutilização da agulha de insulina não é recomendada

15/05/2018 | Da Redação
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Saiba quais são os riscos para a saúde

três agulhas de injeção, pois a Reutilização da agulha de insulina

Embora a recomendação da Anvisa e dos fabricantes de seringas e agulhas para a aplicação de insulina seja o uso único, o mesmo insumo chega a ser usado pelos pacientes em três a cinco aplicações. Os motivos da reutilização são conveniência, economia, falta de outra seringa ou agulha e falta de orientação apropriada por parte dos profissionais de saúde.

Entretanto, a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) divulgou em março de 2017 que esse hábito coloca em risco a saúde do paciente e não é uma prática recomendada. De acordo com posicionamento da SBD, a reutilização de agulhas pode estar associada ao desenvolvimento de lipo-hipertrofia, infecções do tecido subcutâneo, casos inexplicados de hipoglicemia, variabilidade glicêmica, leve aumento da HbA1C, dor e desconforto nas aplicações.

A SBD alerta, ainda, que as agulhas, assim como seringas, não são mais estéreis após o primeiro uso e trazem risco de contaminação. “Reaproveitadas, as agulhas perdem afiação e sofrem alterações, com risco de quebra e bloqueio do fluxo, por causa da cristalização da insulina. Na seringa, a escala de graduação desaparece, o que amplia erros no registro da dose de insulina”, explica Carolina Mauro, consultora educacional da multinacional de tecnologia médica BD, de São Paulo (SP).

No caso de lipo-hipertrofia, o que acontece é “o acúmulo anormal de gordura sob a superfície da pele, observada em forma de ‘caroços’ na pele. E o perigo é que o quadro pode interferir na eficácia da terapia insulínica”, explica Augusto Pimazoni Netto, médico especialista, coordenador do Grupo de Educação e Controle do Diabetes do Hospital do Rim, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e um dos autores do documento da SBD.