Dermatologista orienta sobre os tratamentos para combater a psoríase

18/11/2017 | Da Redação
Saúde Destaque
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Em casos mais leves, hidratar a pele e usar medicamentos tópicos nas lesões pode ser suficiente

mulher com psoríase

Embora pouco conhecida, a psoríase atinge cerca de 5 milhões de pessoas no Brasil. A doença, que é autoimune e não transmissível, é causada por fatores genéticos, imunológicos e ambientais e, frequentemente, está associada a artrite psoriática, doenças cardiometabólicas, gastrointestinais e a diversos tipos de cânceres e distúrbios do humor. Além disso, hereditariedade, 18, obesidade, clima frio, tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas são fatores que aumentam as chances de seu desenvolvimento.

“Como há vários tipos diferentes da doença, é fundamental uma avaliação dermatológica para a indicação do melhor tratamento. Hoje a Medicina conta com medicamentos modernos e eficientes que chegam ao desaparecimento completo das lesões”, explica Daniela Bellucci, dermatologista e membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, de Campinas (SP).

A psoríase mais comum é aquela cujos sintomas são placas secas, avermelhadas com escamas prateadas ou esbranquiçadas. Essas placas causam coceira e até dor, dependendo do caso.

Tratamento
É indispensável a orientação de um especialista. No entanto, em casos mais leves, manter a pele hidratada e usar medicamentos tópicos nas lesões pode ser suficiente. “A exposição ao sol, em horários recomendados e por um período seguro, também ajuda”, orienta a dermatologista.

Já em casos mais avançados, indica-se a exposição à luz ultravioleta A (PUVA) ou ultravioleta B (banda estreita) em cabines, além de uso de medicamentos orais e injetáveis. Há pouco tempo, remédios imunobiológicos também começaram a ser usados no tratamento da doença, com efeito superior ao tratamento convencional.

“As primeiras gerações de medicamentos contra a psoríase atuam mais no controle dos sintomas. Já os imunobiológicos agem na causa da doença e impedem ou modulam a resposta inflamatória, fazendo com que as lesões de pele melhorem”, diz Daniela.

Ainda de acordo com a especialista, este último tipo de medicamento garante a melhora do quadro por um tempo mais prolongado após o uso. Ainda assim, um fator que precisa ser considerado é que, apesar de eficientes, possuem alguns efeitos colaterais e são de alto custo.