Colesterol sob controle

08/08/2017 | atualizado em 09/08/2017 | Da Redação
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Saiba como manter os níveis estáveis

pasta com etiqueta escrita colesterol para ilustrar matéria sobre colesterol sob controle

Hoje é o Dia Nacional de Controle do Colesterol, gordura presente em alimentos de origem animal e gerada pelo corpo humano, capaz de desempenhar funções essenciais no organismo, como produzir hormônio e vitamina D.

O colesterol é dividido em dois tipos: LDL – considerado “ruim”, que facilita a entrada do colesterol nas células, fazendo com que o excesso seja acumulado nas artérias sob a forma de placas de gordura, causando “entupimento” – e HDL, considerado “bom”, por retirar o colesterol das células e facilitar a sua eliminação do organismo.

A data serve para lembrar os prejuízos causados pelo consumo em excesso do LDL, como o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. A Sociedade Brasileira de Cardiologia alerta que os níveis ideais de colesterol no sangue são de 70mg/dL, não ultrapassando 100mg/dL. De 160 a 189 já é considerado alto e acima de 190 muito alto.

Os problemas cardiovasculares causados pelo colesterol começam a ser construídos na primeira infância, até os cinco anos de idade

De acordo com Otavio Gebara, cardiologista e diretor clínico do Hospital Santa Paula, de São Paulo (SP), os problemas cardiovasculares causados pelo colesterol começam a ser construídos na primeira infância, até os cinco anos de idade. “O processo de depósito de gorduras nas artérias começa bem cedo. Existe uma interação entre os fatores genéticos e ambientais, mas também depende do estilo de vida, se a criança se alimenta de forma adequada ou não”, explica.

O especialista esclarece que muitos fatores contribuem para o aumento do colesterol, como tendências genéticas ou hereditárias, obesidade e falta de atividade física. No entanto, um dos fatores mais comuns é a dieta. Cerca de 70% do excesso de colesterol LDL é produzido pelo fígado e o restante (30%) vem da ingestão de alimentos ricos em gordura.

E o que faz com que a doença seja ainda mais perigosa é a ausência de sintomas, por isso, o ideal é fazer exames com frequência, principalmente se a pessoa ingere muita gordura saturada, está acima do peso, é sedentário ou tem histórico familiar de morte por infarto.