Você é viciada em trabalho?

Também chamado de workaholic, esse profissional bloqueia a socialização

Responda: você trabalha mais de 12 horas por dia? Mesmo com o longo expediente, costuma levar trabalho para casa? Não sai do celular? É incapaz de ignorar um e-mail ou mensagem de trabalho nos fins de semana? Se a resposta para todas ou quase todas as perguntas for sim, cuidado, você pode ser workaholic, ou seja, viciada em trabalho. Para esclarecer melhor esse perfil, Calso Bazzola, especialista em recursos humanos e diretor executivo da Bazz Consultoria, de São Paulo (SP), listou as principais dúvidas relacionadas ao assunto.

Eu sou?

De acordo com o especialista, é mais fácil identificar o problema do que tratar. “Hoje são constantes os casos de workaholics e isso se percebe a partir do momento que a pessoa deixa de lado sua convivência social, seja com familiares ou amigos. Assim, mesmo fora de seu local de trabalho, a pessoa cria um novo ambiente recheados de temas sobre seus negócios, não há situação que a faça se desligar do oficio”, afirma.

Quais são os sintomas do problema?

Esse distúrbio está acompanhado de alguns comportamentos, como autoestima exagerada, insônia, mau-humor, impotência sexual, atitudes agressivas em situações de pressão e, muitas vezes, depressão.

Quais problemas estão relacionados?

Para Bazzola, a situação pode ser bastante problemática e trazer sérios prejuízos para o profissional e, até mesmo, à empresa. “Inicialmente, pode ser interessante, pois a velocidade dos resultados é satisfatória, porém há um desgaste emocional do profissional, já que ele estará isolado e restrito ao tema trabalho, bloqueando sua socialização. Isso poderá resultar em sérios transtornos futuros para sua vida”. A situação pode ser tão grave que estudos recentes apontam que o vício de trabalho é similar ao de álcool ou cocaína.

É possível equilibrar trabalho e vida pessoal?

Não há pecados em trabalhar esporadicamente além de sua carga diária, desde que “essa ação seja, meramente, por necessidade de urgência e de impacto específico. O trabalho será saudável enquanto não aprisionar a pessoa à necessidade constante de falar e agir pelo trabalho”, ressalta o especialista. E o caminho para combater esse problema é, justamente, assegurar o equilíbrio, entre a vida pessoal e profissional. Procure valorizar mais os momentos de lazer e perceber que o descanso é fundamental para melhoria de resultados e novas ideias.

Workaholic x worklover, qual a diferença?

Diferentemente do workaholic, os amantes do trabalho sabem que o excesso provocará conflitos nos relacionamentos pessoais, além de proporcionar efeitos nocivos à saúde e ao bem-estar. E não é por que eles não são viciados em trabalho que não entregam resultados positivos. Na verdade, muitos workaholics não conseguem ter organização e acabam trabalhando mais tempo para entregar o mesmo resultado que os demais funcionários. É importante ter consciência de que a mente que não descansa não é totalmente sã, o que ocasiona erros e retrabalhos.