Conheça o Programa de Humanização de Parto de São Paulo

A lei tem o objetivo levar informação e respeitar as vontades das futuras mamães
AUCKLAND - JUNE 07 2014:Woman holds her baby in a pool after natural water birth.Women have been using water in labour and birth for thousands of years.

Você já conhece o programa de humanização de parto? Trata-se de uma lei do governo do estado de São Paulo em que as mulheres podem manifestar a vontade de utilizar a medicação ocitocina – que acelera as contrações e o trabalho de parto –, além de discutir sobre a episiotomia (incisão efetuada na área muscular entre a vagina e o ânus para ampliar o canal de parto) e quais as condições para ser realizada, receber informações sobre a analgesia (sedação sem perda da consciência), qual posição que ela gostaria de realizar o parto entre outros fatores relacionados ao nascimento do bebê.

Para Alberto Guimarães, ginecologista e obstetra, de São Paulo (SP), essa é uma oportunidade única para as futuras mamães exporem todos os seus anseios e medos, com o objetivo de ficarem tranquilas com relação ao processo de gestação e parto. Por mais que muitos especialistas ainda sejam resistentes ao uso de formulários, a lei não se trata de uma imposição de conduta e sim, uma forma de garantir o diálogo claro e objetivo entre a gestante e seu obstetra para que ela esclareça suas dúvidas e tenha suas vontades respeitadas, além de desmistificar a dor e o medo normal nesta fase. De acordo com Guimarães, a coleta das informações deve ser realizada pela equipe de saúde durante o pré-natal. Este documento deverá ficar em poder da gestante, que deverá apresentá-lo no momento de sua internação.