Amamentação não combina com dieta restritiva

Nutricionista explica quais são os cuidados necessários para a alimentação das mães

É comum, depois da gravidez, a mulher ficar ansiosa para voltar ao peso de antes e, assim que o bebê nasce, começar uma dieta para emagrecer. No entanto, de acordo com Marcela Tardioli, consultora em nutrição da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (ABIMAPI), esta não é uma boa ideia.

“O leite materno protege contra infecções e traz benefícios ao desenvolvimento cognitivo e emocional da criança. Mas a alimentação inadequada da mãe pode interferir na composição nutricional do líquido. Além disso, a dieta pode ser estressante e prejudicar na produção do leite”.

Comer por dois, não!

Mas o contrário também é preocupante: não é preciso comer em dobro. Segundo a nutricionista, podem ser acrescentadas, em média, 500 calorias por dia na dieta materna. “Esta é uma quantidade que pode variar de mulher para mulher. O ideal é buscar a orientação de um profissional da saúde”. O aumento das calorias precisa ser feito por meio de uma alimentação equilibrada e fracionada ao longo do dia, com opções saudáveis e prazerosas.

Como se alimentar?

Para ajudar essa fase de aleitamento a especialista separou algumas dicas importantes e fáceis de seguir:

Consuma fibras | O mau funcionamento do intestino pode causar sintomas que vão além da prisão de ventre, como estresse e ansiedade. Alimentos como massas e pães integrais contribuem para o aporte de fibras.

Não se esqueça da hidratação |É recomendada a ingestão de, pelo menos, quatro copos de água por dia. Mantenha sempre uma garrafinha por perto e vá bebendo aos pouco durante o dia.

Conte com a ajuda de profissionais da saúde capacitados |Se o objetivo é perder peso, consulte um profissional, como o nutricionista. Ele vai avaliar a necessidade individual da mulher e orientá-la da melhor forma, sem dietas extremas, evitando prejuízos e estresse para a nutriz e o bebê.