Conheça duas doenças associadas à vertigem e enxaqueca

De origem genética, podem trazer prejuízos para o desenvolvimento dos pequenos

Já ouviu falar em torcicolo paroxístico benigno da infância (TPBI) e vertigem postural paroxística benigna (VPBI)? São doenças associadas à vertigem e enxaqueca. Ambas podem ter impacto direto com retardo no desenvolvimento motor, prejuízos no equilíbrio, linguagem escrita e habilidade de leitura. Jeanne Oiticica, otorrinolaringologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, explica.

O que é torcicolo paroxístico benigno da infância (TPBI)?

São crises recorrentes em que há a inclinação da cabeça e que duram alguns dias. Elas cessam por volta dos três anos de idade. Os sintomas incluem vômitos, irritabilidade, tontura, palidez, falta de coordenação, batimento rápido dos olhos. Também há associação entre TPBI e enxaqueca.

E a vertigem postural paroxística benigna na infância (VPBI)?

São crises de vertigem associadas a mal-estar indefinido, enjoo de movimento, vômitos, distúrbio visual, mudança súbita de comportamento, agitação, perturbações do sono, dor de cabeça, falta de habilidade para realizar movimentos coordenados, quedas frequentes, entre outros. As crises duram minutos e se resolvem espontaneamente como se nada tivesse acontecido. Elas podem ocorrer entre dois e 12 anos de idade, com média de início aos 6 anos de idade.

Quais as causas?

As doenças são de origem genética.

Há tratamento?

Sim, podem ser indicados medicamentos, reabilitação, dieta, exercícios físicos. Além do que se recomenda evitar os gatilhos, como privação do sono, abusos alimentares e o estresse.

A tendência é desparecer na vida adulta?

Boa parte das crianças evolui com enxaqueca na vida adulta, e a história familiar de enxaqueca entre demais membros da família é bem prevalente.