Asma em idosos exige cuidado

As crises da doença podem gerar complicações e até levar ao óbito

A asma é uma doença crônica e inflamatória, tendo na maioria dos casos uma relação direta com a alergia. Com o envelhecimento, a doença se torna persistente e mais difícil de ser tratada, porque os sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças pulmonares e até cardíacas.

O pneumologista José Roberto Megda Filho, do Hospital Universitário de Taubaté (SP), explica que “é natural que os pulmões tenham sua capacidade de respiração um pouco reduzida ao envelhecer. Além disso, com o passar dos anos, temos um maior tempo de exposição à poluição atmosférica e outras substâncias”, diz.

No entanto, a condição requer cuidado e atenção: o número de mortes por asma é muito maior entre os idosos. A Iniciativa Global para Asma (GINA) determina que a doença não está controlada quando o paciente apresentar sintomas mais de duas vezes por semana, ter problemas para dormir, utilizar medicamento de resgate mais de duas vezes por semana e ter limitações na rotina devido à asma.

Teste do sopro

“Se a pessoa se queixa de tosse, chiado no peito e cansaço com frequência, é importante procurar um especialista para ter o diagnóstico correto. No caso dos pacientes que já foram diagnosticados, a consulta ajuda a verificar se o tratamento deve ser modificado” reforça Megda.

Para identificar a asma, o exame mais indicado é a espirometria, também chamada de teste do sopro. Um dos tratamentos para asma são os broncodilatadores, fundamentais para o alívio dos sintomas. O pneumologista explica que o tiotrópio é um deles: “Esse medicamento pode reduzir em 21% o risco de exacerbações da asma. Contudo, é importante ressaltar que o tratamento da doença deve ser de prevenção e controle, não apenas em momentos de crises, como a maioria dos pacientes faz”.