Doenças alérgicas respiratórias são comuns no idoso

Quadros exigem atenção e tratamento

A asma e a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) podem ser doenças recorrentes em idosos. A asma geralmente se inicia na infância e permanece na idade adulta. Não é comum surgir na terceira idade, mas pode acontecer. Já a DPOC é mais comum nessa faixa etária, principalmente em fumantes ou fumantes passivos (pessoas que convivem com quem o hábito de fumar).

“Em 2013, no serviço de Alergia do Hospital do Servidor do Estado de São Paulo, que atende muitos pacientes com mais de 60 anos, um estudo nesta faixa etária mostrou que a prevalência de doenças alérgicas respiratórias era comum, presente em 54,8% dos pacientes”, conta a alergista Maria Elisa Bertocco Andrade, de São Paulo (SP).

O diagnóstico predominante foi de asma brônquica associada à rinite alérgica, em 51,7%. A maioria dos pacientes que apresentava doença alérgica respiratória era do gênero feminino e com idade entre 60 e 69 anos. O início dos sintomas antes dos 60 anos foi visto na maioria. Apenas cerca de 25% passou a apresentá-lo após essa idade.

Sintomas

Além das crises de exacerbação (piora nos sintomas) com falta de ar e da restrição de atividades do dia a dia, existe o risco de infecção e complicações pós-respiratórias em ambas as doenças, sendo que na DPOC pode haver também comprometimento cardiovascular, chamado de “cor pulmonale”, uma forma de insuficiência cardíaca.

O tratamento com o paciente idoso é basicamente o mesmo do adulto, inclusive com imunoterapia. Mas é preciso estar atento às interações medicamentosas. “A DPOC é subdiagnosticada no idoso e por isso ele recebe um tratamento incompleto na rede pública. Tem muito a ser feito para que se chegue ao ideal”, comenta a médica.