Reduza o risco de doenças do coração

Medidas simples como a dieta correta e uma boa higiene bucal ajudam

O Brasil abriga hoje cerca de 27 milhões de idosos, o equivalente a 13% de sua população. A estimativa é que, até 2060, esse número cresça para 73 milhões, o que, de acordo com previsões do Ibge, será o equivalente a 32% do total de pessoas no Brasil. O cuidado com doenças cardiovasculares, que atingem principalmente a população idosa, nunca foi tão crucial.

Sedentarismo e má alimentação
O primeiro passo é evitar os fatores de risco para doenças que afetam o coração.“A falta de exercícios físicos e o consumo excessivo de sal, álcool, açúcar e alimentos gordurosos são duas das principais causas de transtornos como a insuficiência cardíaca, a hipertensão arterial, a cardiopatia isquêmica e a valvopatia”, diz o cardiologista Pedro Rubens Pereira Junior, do centro hospitalar HSANP, em São Paulo (SP).

Outros fatores externos, como o estresse e o tabagismo, também podem agravar os quadros de saúde.

Boa higiene bucal diminui riscos
Por outro lado, há também hábitos e alimentos que são fundamentais para manter a saúde do coração. Por incrível que pareça, uma boa higiene bucal pode ajudar bastante.

Um estudo realizado por cientistas italianos e ingleses e publicado no jornal The Federation of American Societies for Experimental Biology mostrou que infecções na gengiva são fator de risco.

Além disso, adotar uma dieta mediterrânea, com peixes, nozes, frutas e azeite de oliva contribui para o aumento o LDL (o famoso colesterol bom), diminui o HDL (colesterol ruim), e ainda ajuda a evitar a obstrução das artérias. Por fim, uma pequena dose de vinho tinto por dia contém uma quantidade sadia de resveratrol, uma substância antioxidante que ajuda a proteger o coração.

Visite seu médico
O mais importante, porém, é estar em constante contato com o seu cardiologista. As visitas ao médico a partir dos 60 anos devem ser pelo menos anuais, a fim de detectar alterações precoces que podem ser tratadas antes de se desenvolver um problema mais grave. Com o acompanhamento, tratamento e prevenções corretas, é possível viver bem na terceira idade e reduzir o risco de doenças cardiovasculares.