Tratamento de doenças respiratórias garante qualidade de vida

Asma, enfisema ou bronquite podem ser controladas

Apesar de comuns, é possível tomar atitudes para que doenças respiratórias, como a asma ou a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), não atrapalhem a rotina e o lazer dos idosos. A DPOC é uma sigla que indica a combinação de doenças que reduzem o fluxo de ar nos pulmões.

Os sintomas são falta de ar, tosse seca e pouca disposição para fazer as atividades do cotidiano. Geralmente, os nomes bronquite crônica e enfisema são os mais usados para se referir à condição. Sua principal causa é o tabagismo, mas mesmo pessoas que nunca fumaram devem estar atentas aos sintomas. Poluentes ambientais e gases emitidos pela queima de combustível, também afetam a função pulmonar e são fatores de risco.

Sintomas confundem
Como os sintomas da DPOC são parecidos com os de outras doenças pulmonares, as pessoas não costumam dar atenção aos sinais iniciais e acabam procurando o especialista apenas quando a condição está avançada.

Mauro Gomes, diretor da Comissão de Infecções Respiratórias da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia, alerta que “os pacientes, muitas vezes, não sabem reconhecer e explicar para o médico exatamente o que estão sentindo. A falta de ar, por exemplo, costuma ser relatada como um cansaço constante. Muitas vezes eles atribuem isso ao sedentarismo, excesso de peso ou à própria idade e não imaginam que já exista uma doença pulmonar. Outras pessoas evitam ir ao consultório também porque sentem culpa pelo hábito de fumar e não sabem como parar”.

Diagnóstico precoce faz diferença

Gomes defende uma mudança na forma como cuidamos da saúde para que o envelhecimento ativo vire realidade para um número cada vez maior de pessoas.

“O normal, em qualquer idade, é se sentir bem, poder passar tempo de qualidade com a família, viajar e praticar atividades físicas que contribuam para uma vida mais saudável”, comenta. Para isso, o diagnóstico precoce é fundamental. “Um dos exames mais simples e acessíveis para o diagnóstico da DPOC é a espirometria (teste do sopro). A partir dessa primeira triagem, o paciente deve fazer outros exames para avaliar a função pulmonar e ter um diagnóstico mais preciso”, completa.

Medicação evita restrições no dia a dia

Além do acompanhamento médico, o especialista indica o tratamento regular com medicamentos para evitar restrições no dia a dia do paciente. “O uso contínuo da medicação diminui complicações pela doença e evita limitações na rotina. O tiotrópio, uma das opções de tratamento, reduz em 16% o risco de morte por DPOC”, explica. Medidas além do tratamento convencional também são fundamentais, como a prática de atividade física regular com acompanhamento médico, vacinação contra gripe e pneumonia e não fumar.