Fique de olho no consumo de gorduras

Conheça os malefícios que determinados tipos podem causar à saúde
sanduíche, batata frita e refrigerante para ilustrar matéria sobre o consumo de gorduras
American double cheeseburger on a sesame bun served with crisp golden French fries, a soda or soft drink and ketchup as a fast food takeaway outdoors on a rustic table

Alimentos gordurosos + sedentarismo: essa é a combinação que pode ser considerada a vilã da sociedade atual, culminando diversos problemas de saúde, inclusive doenças cardiovasculares. De acordo com o Ministério da Saúde, há mais de 40 anos, o brasileiro tem mudado para pior a sua alimentação. O consumo de alimentos embutidos e gordurosos como salsicha, frios e linguiça tem aumentado vertiginosamente.

Para a instituição, a recomendação é que a gordura represente 30% da nossa alimentação. Desses 30%, apenas 7% pode ser de gordura saturada. Isso porque as gorduras trans e saturadas elevam a pressão arterial, aumentam o colesterol total e o colesterol ruim (LDL) e reduzem o nível do colesterol bom (HDL), o que compromete o funcionamento de alguns órgãos, principalmente do coração.

A recomendação é que a gordura represente 30% da nossa alimentação

“É preciso ter cuidado na quantidade ingerida de comidas gordurosas. Em excesso, podem afetar o órgão. Para se ter uma ideia, a gordura saturada bloqueia a metabolização do colesterol ruim no fígado e sobra mais colesterol no sangue, o que entope as artérias, podendo causar infarto ou acidente vascular cerebral (AVC)”, alerta Élcio Pires Júnior, cirurgião cardiovascular, de São Paulo (SP).

O ideal é que a maior parte do consumo de gorduras diário seja de alimentos ricos em gorduras insaturadas, pois elas servem como fonte de energia e auxiliam na absorção de vitaminas e nutrientes em geral. Alguns exemplos de alimentos ricos nesse tipo de gordura são: azeite, peixes, amêndoas, castanhas, nozes, pistaches, azeitonas, abacate, sementes de chia, girassol e linhaça.