Não deixe os pets sozinhos

Conheça alternativas seguras e saudáveis para tutores que precisam se ausentar de casa por períodos extensos

Estima-se que existam mais de 30 milhões de animais abandonados no Brasil. E não estamos falando apenas daqueles que vivem nas ruas – pode parecer cruel, mas é mais comum do que parece famílias se livrarem de seus pets em razão de viagens, mudanças e outras situações em que terão de se ausentar de casa.

Em qualquer um desses casos, o abandono nunca é a atitude mais sensata. Se você for viajar, por exemplo, e não pode levá-lo consigo porque a casa de veraneio não apresenta segurança ou porque o hotel escolhido não aceita animais, procure deixá-lo com alguém que irá cuidar bem dele. Pode ser um membro da família, um amigo ou um vizinho.

Ele deve dar comida, água fresca e limpar o ambiente. No caso de cães, é importante também levá-lo para passear, sempre com coleira e guia.

Salvação pela tecnologia

Outra opção são profissionais autônomos especializados em cuidar de cães e gatos na própria residência dos donos. Eles fazem uma visita uma ou duas vezes por dia e cuidam de tudo que o animal necessita.

Alguns aplicativos, como o DogHero, oferecem esse serviço. Os interessados se cadastram e oferecem suas residências como hospedagem, cuidando deles por determinado período. Quando precisar, você pode procurar pessoas próximas a você que tenham essa disponibilidade.

Hotelzinho para animais

Também existem hotéis especializados. “Recomendo uma visita prévia ao local. Veja como é o espaço e a forma como tratam os animais. Faça a sua reserva com antecedência”, diz Roseli Denaldi, coordenadora da ESPA – Equipe Singulariana de Proteção aos Animais, em Santo André (SP).

Se optar por levar o seu animal nas férias, lembre-se que ele pode estranhar o local e fugir, principalmente gatos. Por isso, certifique-se que o local é seguro contra fugas, se possui muros, portões e telas.

Fogos de artifício

Para quem vai viajar na virada do ano, cuidado redobrado: caso o seu animal tenha medo de fogos de artifício, converse com um veterinário e peça orientações de como proceder. Existem medicamentos capazes de atenuar o pavor e que também evitam fugas decorrentes do estado de pânico.

“De qualquer maneira, jamais abandone o pet. Ele é incapaz de sobreviver sozinho, pois sente fome, sede, medo, angústia, ansiedade e saudade. Seja um dono responsável. Divirta-se nas férias, mas tome as providências necessárias para que ele fique bem”, finaliza Roseli.